Investigado na Suíça pelo Ministério Público, o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha é suspeito de possuir contas secretas, que teriam sido abastecidas com dinheiro proveniente de corrupção. Para evitar o rastreamento, o dinheiro teria circulado por 23 contas em Cingapura, Estados Unidos e Benin, além da Suíça. 

As contas nos bancos suíços têm Cunha como beneficiário, mas foram abertas em nome de empresas offshore. Agora de posse da documentação enviada pelos investigadores daquele país, as autoridades brasileiras tentam descobrir de onde vieram os recursos.

O que já se sabe

São quatro as contas em nome de Cunha de de sua esposa, a jornalista Cláudia Cordeiro Cruz.

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Nenhuma delas foi declarada à Receita Federal e por elas circulou a quantia de 23,2 milhões de reais. Há a suspeita de que os valores tenham vindo também de outras propinas, não apenas do esquema de corrupção da #Petrobras. De acordo com os documentos enviados da Suíça, as contas teriam sido abastecidas principalmente com o fechamento de um negócio realizado pela Petrobras em Benin, na África, no valor de 34,5 milhões de dólares. Somente em uma das contas de Cunha foram bloqueados 7,4 milhões de reais.

O deputado nega

#Eduardo Cunha continua negando ser o dono destas contas no exterior. Seus advogados emitiram uma nota à imprensa, na qual afirmam que o deputado não foi notificado e que também não teve acesso a quaisquer investigações a respeito de "atos ou condutas da sua responsabilidade".

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A nota, assinada por Reginaldo Oscar de Castro e o escritório Garcia de Souza Advogados, questiona a divulgação pela imprensa de informações que estariam protegidas por sigilo. Os advogados alegam que tanto a Constituição, quanto os acordos de cooperação internacionais garantem o sigilo deste tipo de investigação. Segundo eles, apenas o procurador geral da República deveria ter acesso aos documentos.

Operação Lava Jato

Eduardo Cunha é o principal político investigado na Lava Jato. Após ter sido denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de ter participado do esquema de corrupção na Petrobras, o presidente da Câmara afirmou ser inocente e ter sido escolhido pelo governo e pelo procurador-geral da República para ser alvo da investigação.