Em Brasília, a repercussão do anúncio de #Dilma Rousseff sobre a reforma ministerial e a série de medidas para aliviar as finanças da máquina pública renderam diferentes opiniões dos parlamentares. Os governistas classificaram as ações como forma de fortalecer a base aliada no Congresso. Já os oposicionistas entendem que foi uma maneira da presidente “se sustentar” no poder.

O número de ministérios, que era 39, passou para 31. A nova articulação permitiu que algumas pastas se inserissem em outras, como no caso da Pesca, que agora faz parte da Agricultura. O PMDB, partido de Michel Temer, vice-presidente da República, agora comanda também o Ministério da Saúde, sob gerência de Marcelo Castro.

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Com isso, o partido passa a ocupar, ao todo, sete ministérios – um a mais que na composição anterior.

Representantes da oposição, em geral, avaliaram as modificações no #Governo como uma tentativa de escapar do impeachment e de garantir mais votos na Câmara dos Deputados para aprovação de pautas que forem do interesse do governo. Confira algumas das principais opiniões contrárias ao anúncio de Dilma:

Chico Alencar (PSOL-RJ), líder do PSOL na Câmara

“Tudo não passa de uma barganha política. A grande preocupação deveria ser a qualidade dos ministérios e de quem os ocupa, não da quantidade em si. O que prevalece é o “toma lá, dá cá” em desfavor da experiência, notório saber e compromisso com políticas públicas nos assuntos que forem de importância para a sua pasta”.

Mendonça Filho (DEM-PE), líder do DEM na Câmara

“O objetivo da presidente Dilma é se sustentar no poder, e não atender as necessidades do Governo.

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É uma luta que se mostra desesperada contra o impeachment. Não teve discussão alguma sobre nomes e qualificação para os cargos”.

Ronaldo Caiado (DEM-GO), líder do DEM no Senado

“Trata-se de um presidencialismo figurativo. Dilma deu todo o poder do governo ao PMDB para não sofrer impeachment. Ela foi excluída do comando. É a viúva Porcina: foi sem ter sido. Dessa forma, ela não terá nenhuma capacidade para realizar o ajuste fiscal”. #PT