O mais novo partido político brasileiro se chama Partido da Mulher Brasileira. Aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral nesta quarta-feira (30), a nova sigla está apta para disputar cargos eletivos nas próximas eleições, que ocorrem em 2016.

Antes de obter a aprovação no TSE, o PMB conseguiu no Ministério Público um parecer referendando a criação do partido. Na ata de fundação, o partido nasceu oficialmente em 04 de março de 2013, à Rua do Rosário, no município do Rio de Janeiro. Após apresentar documentação e mais de 501 mil assinaturas, o partido conseguir seu registro partidário, em Brasília.

A ideologia defendida pelo partido, em seu site oficial, é de "mulheres progressistas", "ativistas de movimentos sociais e populares" e que, junto com homens, "manifestaram sempre a sua solidariedade com as mulheres privadas de liberdades políticas, vítimas de opressão, da exclusão e das terríveis condições de vida".

Publicidade
Publicidade

Um partido que ao contrário dos demais tem prioridade de priorizar os interesses da mulher não se limitando a mera participação.

Segundo publicado pelo site G1, ao final da aprovação no TSE, a fundadora e presidente da legenda, Suêd Haidar Nogueira disse que a ideia do PMB surgiu da necessidade de maior participação e respeito das mulheres em instâncias partidárias.

"Agora é um novo caminho que vamos trilhar, dentro do Partido da Mulher Brasileira, para que possamos ter os nossos direitos garantidos, afirmados, dentro de tudo aquilo que sempre buscamos", disse a fundadora, que é comerciante.

NOVOS PARTIDOS - A criação de novos partidos ainda não teve seu ciclo encerrado. Enquanto novas siglas estão obtendo seu registro partidário, outras aguardam o dia em que terão espaço e voz nas eleições futuras.

Publicidade

Nesse ponto aguardam a avaliação do pedido de registro o Partido Nacional Corinthiano (que teve seu registro negado temporariamente por não cumprir as exigências), o Partido Militar Brasileiro (que conta com o apoio de ilustres como o Astronauta Brasileiro Marcos Pontes) e o Partido Liberal (que está sendo acusada por muitos políticos de um novo partido que será usado pelos aliados para esvaziar a influência do PMDB no governo).

NOVA LEI VAI FREAR CRIAÇÃO DE PARTIDOS

A Lei Federal 13.107, sancionada pela Presidente Dilma em março, modificou as condições para a criação de novos partidos no Brasil. Uma das principais mudanças é que as assinaturas de apoiadores sejam de pessoas que não são filiadas a nenhum outro partido, regra que dificulta a coleta de assinaturas de qualquer pessoa.

Outra exigência importante é que os partidos novos não podem se fundir um ao outro sem que se tenha cinco anos de existência. O objetivo é evitar que sejam criadas partidos de aluguel, aquelas siglas que são usadas somente para composição de coligações para concorrer nas eleições e também inibir as tentativas de burlar a questão de fidelidade partidária.

Publicidade

Após a aprovação da lei, todos que quiserem criar uma nova sigla, terão de seguir as regras estabelecidas. É o caso do Raiz Movimento Cidadanista, criado por Célio Turino de Miranda, ex-Secretário Nacional de Cultura e antigo coordenador da Rede Sustentabilidade, partido de Marina Silva. #Corinthians #Reforma política #Congresso Nacional