Registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em setembro de 2015 sob o número 30, o Partido Novo já está apto a lançar candidatos nas eleições municipais do ano que vem e dar início a uma luta desenhada ainda em 2011, quando cidadãos comuns insatisfeitos com o rumo da política brasileira se uniram para repensar o país. A principal bandeira do 33° partido nacional é clara: liberdade individual e menor intervenção do Estado na economia.

Em uma era em que a descrença com a política atinge grandes proporções na sociedade, o Novo traz em seu estatuto algumas normas centrais para atacar a raiz da corrupção, tais como a rejeição de membros que não tenham a ficha limpa e a proibição de que dirigentes da legenda ocupem simultaneamente cargo no Legislativo ou no Executivo.

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Com o objetivo de evitar rótulos e fugir a todo custo da tal “velha política”, o Novo não se autointitula de esquerda e nem de direita. No entanto, admite uma inclinação liberal e promete rediscutir o papel do Estado na execução dos serviços básicos à sociedade. Em entrevista exclusiva à Blasting News Brasil, Maria Beatriz Figueiredo, economista e presidente do diretório de São Paulo do partido, avalia que a defesa de uma iniciativa liberal não necessariamente impõe uma “cartilha” a ser seguida.

“Sim, podemos dizer que temos uma inclinação liberal, já que defendemos as liberdades individuais. Porém, sem nenhum tipo de radicalismo ou se prendendo a alguma cartilha. Queremos implementar soluções que funcionam, medir resultados, trazer eficiência para o Estado brasileiro e impedir que ele sufoque as iniciativas dos cidadãos e da sociedade civil”, salienta.

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Para obter o registro no TSE, o partido angariou 492.414 assinaturas de eleitores favoráveis e simpáticos às diretrizes da sigla. Além disso, o Novo aponta a fundação de 9 diretórios espalhados pelo país, englobando os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Rio Grande do Norte. Os bons números e a bela estrutura apontam para o óbvio, apenas ratificado por Beatriz:

“Sim, lançaremos candidaturas para prefeito e vereador em algumas capitais do Brasil. Serão divulgadas em 2016”.

Visão sobre o impeachment e menor ação do Estado

Ciente das atuais matérias que pautam o #Congresso Nacional, o Novo não fica em cima do muro e se posiciona de modo favorável ao impeachment da presidente #Dilma Rousseff, que teve recentemente contas de governo reprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

“Defendemos o impeachment. Se nada ocorrer, todos os presidentes poderão cometer um crime fiscal e sair impunemente. As consequências para o país serão extremamente negativas”, aponta a presidente do diretório paulista do Novo.

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E não é só o processo de cassação de Dilma que é defendido pelo Novo. Insatisfeito com as atuais atribuições do Estado, o partido propõe uma ampla reforma em seu verdadeiro papel, permitindo que o indivíduo, somente com a força do seu trabalho e dedicação, possa ajudar o país a progredir.

“A velha ideia do Estado como salvador de uma população passiva, impotente, já caducou; ninguém mais acredita nisso”, finaliza Beatriz. #Reforma política