O Partido dos Trabalhadores (PT) já tem uma estratégia bem clara caso o presidente da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decida favoravelmente a um dos processos de #Impeachment de #Dilma Rousseff que chegarem às suas mãos. Caso isso ocorra, o partido ingressará com um pedido de prisão a Cunha. Rosa Weber, ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o peemedebista de tomar alguma decisão com relação a esses requerimentos.

Além disso, Cunha também tem o nome envolvido em uma enorme polêmica a respeito de supostas contas secretas na Suíça. Recentemente, o Ministério Público do país europeu entregou à Procuradoria-Geral brasileira um dossiê contendo movimentações ilícitas na conta em nome de Cláudia Cruz, esposa de Eduardo Cunha, que inclusive teria pago uma famosa academia de tênis com recursos oriundos de propina da Petrobras.

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Wadih Damous, deputado federal pelo PT-RJ, foi o mentor das ações de governo apresentadas ao STF contra o domínio de Cunha sobre os pedidos de impeachment de Dilma. A estratégia se mostrou acertada, já que tanto a ministra Rosa Weber quanto Teori Zavascki deram pareceres favoráveis à demanda governista.

Nesta lógica, segundo Damous, Cunha está impedido judicialmente de abrir um processo de impeachment. "Caso haja por parte do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, uma desobediência judicial, eu avalio que a nossa base aliada deverá ingressar com o pedido de prisão. Mas eu espero, e tenho certeza, que isso não ocorrerá e não será preciso", disse o deputado.

Na decisão da ministra Weber, o texto fala que "a autoridade reclamada (Cunha) se abstenha de decidir e analisar qualquer denúncia de indeferimento de crime de responsabilidade contra a presidente Dilma Rousseff".

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Só na tarde de terça-feira (13), logo depois da decisão da ministra do STF, Rosa Weber, Eduardo Cunha decidiu por arquivar mais cinco pedidos de impeachment contra Dilma. Segundo Damous, não houve, no caso, violação judicial, já que o arquivamento não confronta o parecer do STF.