Na última sexta-feira (2), a presidente #Dilma Rousseff anunciou uma série de medidas que alteram diretamente o organograma do seu conjunto de ministérios. A reforma eliminou 8 das 39 pastas existentes. Nove partidos políticos ainda detêm o comando de ministérios no #Governo, entretanto, o PMDB ampliou sua participação de seis para sete pastas, incluindo a Saúde, uma das mais importantes da Esplanada.

Antes comandado por Arthur Chioro, da cota do #PT, que foi demitido por telefone por Dilma, o Ministério da Saúde passará a ser gerido pelo peemedebista Marcelo Castro. A estratégia do governo com essa troca é buscar uma reaproximação com o PMDB – partido considerado pelos movimentos de oposição como indispensável para um eventual pedido de impeachment.

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No discurso oficial, Dilma, ao lado do vice Michel Temer (PMDB), explicou as mudanças.

“Vamos consolidar nossa base em busca de uma maioria. Tornaremos nossa colizão bem mais equilibrada com a troca em alguns ministérios. É uma ação totalmente legítima. E tudo tem sido feito de forma clara. Nossa articulação política trará um ambiente disposto ao diálogo”, declarou.

Na prática, as medidas anunciadas aliviarão a máquina pública. A partir de agora, serão 31 ministérios, não mais 39 como era até então. A Pesca foi incluída na Agricultura; Trabalho e Previdência se fundiram; Igualdade Racial, Mulheres e Direitos Humanos também se tornaram uma só; Gabinete de Segurança, Micro e Pequena Empresa, Relações Institucionais e Secretaria Geral se juntam na nova pasta Secretaria de Governo.

Além disso, o novo arranjo possibilitará a extinção de 3 mil cargos comissionados, 30 secretarias anexadas a ministérios, redução de 10% nos salários de presidente e ministros, imposição de limite de gastos com passagens e diárias, revisão de contratos terceirizados e do uso de patrimônio público e imóveis da União.

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Aldo Rebelo vai para o quarto ministério nos governos do PT

No futebol, existe um tipo de jogador – diga-se de passagem, adorado pelos treinadores – que joga em várias funções. Não se restringe a somente um lugar no campo e gosta de fazer outras tarefas. É o chamado “polivalente”. Embora não vista bermudas e nem chuteiras, Aldo Rebelo, de gravata e paletó, não foge dessa linha.

Na nova composição ministerial proposta por Dilma, Rebelo (PCdoB) ocupará o Ministério da Defesa. Antes, ele havia permanecido por 10 meses no comando da Ciência e Tecnologia. A ida de Aldo para a nova pasta foi motivada pela saída de Jaques Wagner, que agora é o titular da Casa Civil.

Desde o primeiro governo do PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, a partir de janeiro de 2003, Aldo Rebelo já foi titular por quatro ministérios diferentes, já contando o novo cargo. Entre 2004 e 2005, ele foi o chefe das Relações Institucionais. Depois de sair da pasta, foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, onde permaneceu até 2007.

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Durante todo o primeiro mandato de Dilma, de 2011 a 2014, Rebelo chefiou o Ministério dos Esportes. Por fim, assumiu a pasta de Ciência e Tecnologia, antes de ir para a Defesa no novo arranjo.