Em sua edição semanal, a Revista Veja, traz uma radiografia do que se passou nos bastidores do #Governo Dilma, nas últimas semanas. Movido pela #Crise econômica e moral, o governo da presidente Dilma, recorre ao seu antecessor, que assume toda a coordenação política, dá as cartas e monta reforma ministerial, na qual negocia e entrega cargos ministeriais ao seu aliado mais próximo,o PMDB. Deste modo, Lula tenta esfriar o movimento que pede o impeachment de Dilma, ao mesmo tempo em que tenta minar a operação Lava Jato e evitar a sua própria prisão se o caso for aprofundado. Lula também, parafraseando o ditado " Um olho no queijo, o outro no gato", como boa ratazana, não deixa de ter olhos para uma possível volta ao poder em 2018.

Publicidade
Publicidade

Em 2011, com o estilo de mulher valente, destemida e o tipo gerente linha dura, #Dilma Rousseff assumiu o poder e cortou as asinhas do PMDB, ao retirá-lo do poder, principalmente quando escolheu a sua equipe de governo e tirou deste partido o mais cobiçado dos ministérios, o da Saúde. Hoje vemos uma situação inversa: com a crise de popularidade, ela recorreu a Lula para tentar reverter a sua situação insustentável e sem apoio político dentro do congresso.

Ao acatar a decisão de Lula, que a esta altura, já governa a presidência nos bastidores, Dilma viu o PMDB levar sete ministérios, inclusive o da saúde. Ela então já havia acatado a renúncia de fato. Segundo a revista Veja, em interessante colocação, depois de algum período de pressão, ela dobra-se perante seu padrinho político.

Publicidade

Lula então inicia seu terceiro mandato. A consumação do ato aconteceu na divulgação da reforma administrativa, com a redução de ministérios e de cargos comissionados.

Lula, governando por prepostos e esta é sua real intenção, iniciou uma dança das cadeiras nos altos escalões do governo. Dilma se viu obrigada a demitir pessoas de sua confiança e acatar a presença de simpatizantes que estão ligadas ao ex-presidente oficial. A justificativa seria de que o governo petista aposta na coalizão. E esta pressupõem dialogar com o Congresso, que eleito foi pelo povo, segundo a presidente. A alteração começou por tirar Aloísio Mercadante da Casa Civil e colocá-lo na Educação. Este, aliás, é desafeto de Lula. Para seu lugar foi Jaques Wagner da Defesa, confidente fiel de Luís Inácio.

A influência de Lula fez retornar ao poder Ricardo Berzoini, que sempre foi preterido por Dilma. Como companheiro de Lula, dos tempos de militância, ele irá assumir a recém criada Secretaria do Governo, que reúne super poderes.

Publicidade

O ministério da Justiça e a Secretaria de Comunicação Social, continuam com José Eduardo Cardozo e Edinho Silva, respectivamente.

Na tentativa de se livrar dos processos de impeachment, Dilma pegou carona na coordenação de Lula e engrossou o movimento de entrega dos ministérios, em sua maioria ao PMDB. Isto com vistas a conseguir a aprovação das medidas de ajuste fiscal. Mais uma vez, Lula chega com suas artimanhas e tenta por em prática a  transferência de Joaquim Levy para o Banco Central e chamar Henrique Meireles para ocupar o lugar deste. Meireles, que já esteve na direção do BC, se recusa a voltar a dividir espaço com a equipe petista.

A outra atividade de Lula, quando não está no Palácio do Planalto é a de tentar esvaziar a operação Lava Jato. Presença cada vez mais constante no Palácio, Lula tenta dialogar com os ministros do STF a convencê-los a tornar cada vez mais lento, os passos da operação chefiada por Sérgio Moro.