O advogado Edson Ribeiro, que defende Nestor Cerveró (ex-diretor da Petrobras preso durante a investigação da Operação #Lava Jato), afirma que o senador Romário possuía uma conta na Suíça.

Ribeiro afirma também que Romário havia firmado um acordo com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, referente às eleições municipais do Rio de Janeiro no ano que vem.

As declarações foram feitas baseadas no conteúdo de uma conversa gravada por Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró, em uma reunião em que participou com Delcídio do Amaral e Edson, que tinha como objetivo convencer seu pai a desistir de fazer uma delação premiada. 

No início da gravação, ouvia-se Bernardo se desculpando pelo atraso por ter sido surpreendido pela visita de Eduardo Paes, Pedro Paulo e Romário, e, segundo ele, o motivo da reunião seria um acordo do prefeito com o senador Romário para que desista de sua candidatura à prefeitura do Rio no próximo ano e apoie Pedro Paulo.

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O motivo dessa aliança seria a suposta conta da Suíça com valor de RS 7,5 milhões de Romário, divulgada no meio ano pela revista Veja no meio do ano.

O diretor e um dos sócios do banco BTG Pactual na Suíça é Guilherme da Costa Paes, irmão de Eduardo Paes. O banco, em que havia a suposta conta do ex-jogador, foi comprado pelo irmão do prefeito no ano passado e esta seria a razão motivou o pacto firmado por Eduardo Paes, Romário e Pedro Paulo.

Romário é pré-candidato nas eleições municipais do Rio de Janeiro no próximo ano e possui, atualmente, cerca de 27% na preferência dos entrevistados, contra 31% de Crivella. Enquanto isso, Pedro Paulo é candidato à sucessão de Eduardo Paes e aparece com apenas 3% das intenções de voto.

O senador Romário se defendeu em redes sociais argumentando que  encontro do dia 4 com o senador Delcídio do Amaral se deu para solicitar a agilização da tramitação de um processo, a votação de um projeto de autoria de José Serra que propõe o fim de barreiras à cessão de dívida ativa de estados e municípios, o qual ele é coautor.

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Sobre as afirmações do advogado, ele questiona sua credibilidade que defende um criminoso envolvido em desvios em uma das principais empresas do país.

O senador reafirma que não possui o dinheiro e completa que se tivesse teria sido dinheiro suado e honesto. #Corrupção #Congresso Nacional