A sorte e o apoio que o presidente da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), gozava no início de seu mandato parece que está desaparecendo cada vez mais rápido. Após o PSDB romper oficialmente com o parlamentar na última semana, algumas alas do seu próprio partido querem dar as costas a Cunha. Isso porque irá ocorrer, nessa terça-feira (17), uma reunião do PMDB para discutir as diretrizes para o futuro do partido e alguns correligionários de Cunha preferem que o parlamentar não apareça no congresso.

Ouvidos pelo G1, algumas lideranças do PMDB, que preferiram não se identificar, defenderam que Cunha não apareça no congresso da Fundação Ulysses Guimarães, centro de estudos da legenda, para evitar “desgaste” e “constrangimento”.

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A ideia da reunião é debater mudanças no estatuto do partido e propostas para o Brasil sair da crise financeira que está vivendo. Com o encontro, o PMDB quer se colocar como protagonista na retomada dos trilhos da economia brasileira, e vê na presença de Eduardo Cunha uma chance de mudar o foco do congresso e os holofotes se virarem para as denúncias contra o peemedebista.

Eduardo Cunha foi procurado pela reportagem e preferiu restringir sua fala a apenas: “Deverei passar por lá”. Questionado sobre a postura de seus colegas sobre a sua presença no congresso, o presidente da Câmara foi sucinto: “Deverei ir”.

“Não temos compromisso com ele”

O presidente nacional do PSDB, senador #Aécio Neves (MG), defendeu a decisão da bancada do partido na Câmara, divulgada na semana passada, em que rompe com o presidente da casa, Eduardo Cunha.

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Segundo Aécio, o PSDB fez o que era possível até o momento, e que qualquer outra movimentação contra Cunha deverá partir de uma articulação conjunta.

“É o que é possível ser feito nesse instante. Qualquer outra articulação depende de um conjunto de forças partidárias, que eu não sei se existem hoje na Câmara com a mesma disposição do PSDB”, disse.

Aécio ainda completou: “Nós fizemos o que deveríamos ter feito, o que um partido correto deveria fazer: nos afastamos, dissemos que não temos compromissos com ele”