Parece que o #PSDB resolveu romper de vez com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e irá busca outro meio de conseguir o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A bancada do partido se reuniu, na noite da última terça-feira (10), e decidiu que irá defender o afastamento de Cunha do cargo. Na manhã desta quarta-feira (11), lançou uma nota oficial em que tratada a “contundência das denúncias e documentos” contra o peemedebista.

O primeiro passo foi dado pelo presidente do partido, senador #Aécio Neves, quando na última sexta-feira (6) afirmou serem “contundentes” as denúncias contra Cunha.

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Agora que o rompimento da bancada foi oficializado, a decisão será levada a reunião da Executiva Nacional no dia 26 de novembro.

O líder da bancada do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), afirmou que: “A defesa é fantasiosa, de uma fragilidade absoluta. Falta consistência. Aquelas entrevistas foram desastrosas”.

A nota divulgada pelo partido teve a assinatura de todos os 54 integrantes da bancada.

Leia na íntegra a nota divulgada pela bancada do PSDB na Câmara dos Deputados

“A bancada do PSDB na Câmara considera insuficientes as explicações apresentadas pelo presidente da Câmara, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em entrevista no último final de semana, diante da contundência das denúncias e documentos já conhecidos sobre a existência de contas em seu nome e de sua família no exterior.

A bancada entende que, em qualquer hipótese definida pelo Conselho de Ética, a decisão final é do plenário da Câmara.

A bancada reafirma que seus representantes no Conselho de Ética têm o absoluto respeito de seus pares, bem como votarão de acordo com o rigor técnico exigido de um magistrado.

Reitera, de forma ainda mais veemente, posição firmada em nota emitida em outubro, logo depois do surgimento de documentos contra Cunha, oportunidade em que defendeu o afastamento da Presidência da Câmara face à gravidade das acusações.

Por fim,registra que, em nenhuma hipótese, a bancada do PSDB irá transigir com a ética exigida dos membros desta Casa, ainda     que defenda uma causa nobre, como é impeachment da presidente Dilma Rousseff.”