Mais uma acusação grave contra Eduardo Cunha: a Procuradoria Geral da República apreendeu uma anotação que comprova um pagamento de R$ 45 milhões feito pelo banco BTG Pactual ao deputado do PMDB-RJ.

Cunha é presidente da Câmara e teria recebido o referido valor, R$ 45 milhões, para providenciar uma emenda provisória visando os interesses do banco que pertence a André Esteves.

O bilhete comprometedor estava na casa de Diogo Ferreira e foi encontrado durante vistoria feita pela Polícia Federal. Diogo é chefe de gabinete de Delcídio do Amaral e também foi preso na quarta-feira (25) durante investigação feita pela "Operação Lava Jato".

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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, aceitou neste domingo (29) o pedido da Procuradoria Geral da República de manter André Esteves preso por tempo indeterminado, juntamente com o assessor.

A Polícia Federal está investigando o bilhete e também vários outros papéis que constituem praticamente um roteiro que determinava a ação de Delcídio, na tentativa de libertar Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras que foi preso também pela operação Lava Jato. Com medo de que Cerveró contasse toda a verdade, Delcídio ofereceu ajuda para ele deixar o país.

A Procuradoria Geral da República informou que o bilhete traz no verso um escrito fazendo referência ao BTG, porém não informou se esta seria uma informação manuscrita ou não.

O texto informa que o BTG Pactual, que é dono da massa falida referente ao banco Bamerindus, teria pago a Eduardo Cunha o valor de R$ 45 milhões para que ele aprovasse uma emenda à medida provisória de número 608.

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O BTG tinha interesse na utilização dos créditos fiscais desta massa falida.

O bilhete ainda revela que na operação também estão envolvidos o executivo do BTG, Carlos Fonseca e uma outra pessoa, identificada por Milton Lira.

E mais, o texto ainda diz que os R$ 45 milhões iriam não só para Eduardo Cunha, mas também para outros parlamentares do PMDB que ajudariam na aprovação da emenda. O Milton Lira teria feito um jantar para comemorar que tudo havia dado certo.

Esta medida provisória foi aprovada em 2013 e um de seus artigos beneficiou o BTG Pactual, assim como o bilhete indica.

Eduardo Cunha considera este bilhete um "absurdo" e diz que "parece armação", além de criticar a forma como a PGR vem conduzindo as investigações.

Em sua conta no Twitter, Cunha também comentou essa nova acusação contra ele.

#Corrupção #Crise no Brasil #Congresso Nacional