A ministra do Desenvolvimento Social e Combata à Fome, Tereza Campello, declarou esta semana, que os cortes pretendidos no programa Bolsa Família, do Governo Federal, poderão levar muita famílias de volta às condições de miséria e pobreza, as quais já haviam sido afastadas desde o funcionamento do programa. A ministra fez estas declarações ao participar, nesta semana, de seminário que tratava de combate à pobreza, promovido pela Fundação Getúlio Vagas, na zona Sul do Rio de Janeiro.

Tereza Campello voltou a condenar a possibilidade de que o programa Bolsa Família venha a sofrer cortes, por conta da aprovação do orçamento do #Governo para o ano de 2016.

Publicidade
Publicidade

De acordo com sugestão do relator da comissão do orçamento, o deputado Ricardo Barros (PP-PR), o programa social deveria ter um corte de cerca de 10% em seu orçamento. A medida está causando muita polêmica e não tem o apoio de muitos técnicos dos ministérios da área social do governo, inclusive o da própria presidente Dilma Rousseff.

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome afirma que o corte previsto de cerca de um terço dos recursos do programa para 2016, será o suficiente para acarretar o desligamento de cerca de 23 milhões de famílias brasileiras e destas, aproximadamente, 8 milhões poderão voltar para condições de extrema pobreza e miséria. A mesma classificou esta possibilidade como o trampolim para uma situação de grande calamidade, principalmente, no quadro atual de #Crise econômica.

Publicidade

Campello afirmou ainda que apesar da situação de crise, o programa não foi afetado e continua em operação normalmente. De acordo com a ministra, o programa tem beneficiado muitas famílias, dentre as quais, cerca de 3 milhões delas foram resgatadas de condições de extrema pobreza desde o início do programa. A mesma declara que não conhece qualquer outro tipo de política social que possa ser mais eficiente que o Bolsa Família e que possa vir a substituir o mesmo.

A preocupação da titular da pasta de Combate à Fome, além da continuidade do programa, é que a abrangência e a eficiência social possa cobrir principalmente as famílias que vivem nas regiões ribeirinhas, as comunidades indígenas e aos quilombolas. Apesar da fome ter sido transformado em uma questão endêmica, estas populações ainda são as maiores vítimas deste mal.

No aspecto educacional, a ministra defende a elaboração de uma estrutura educacional focada neste assunto, com ações estabelecidas previamente e condenou também a questão do trabalho infantil. De acordo com a mesma, são ações mínimas que contribuem para se garantir dignidade aos menos favorecidos. A ministra ainda falou da necessidade de construção, por parte do governo, de cisternas capazes de armazenar água para todos os habitantes das regiões brasileiras. #Bolsa Familia