A onda de violência e ataques de bandidos que assombrou Fortaleza na última semana vem provocando uma grande discussão entre políticos e autoridades do Estado. A chacina ocorrida na última quinta-feira (12), quando doze pessoas foram arrancadas de suas casas e assassinadas, reacendeu a polêmica sobre a segurança pública no estado, que parece estar abandonada. Os casos crescentes de ataques a policiais nas ruas da capital trouxe de volta a polêmica, e no centro, o ex-ministro, Ciro Gomes tenta justificá-la apontando claramente que existem certos personagens da política cearense que estão lucrando com esta situação.

As críticas de Ciro foram direcionadas para Capitão Wagner, da Polícia Militar do Estado do Ceará, que também ocupa uma cadeira de deputado estadual na Assembleia Legislativa.

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Ciro acusa o militar de se aproveitar da situação de violência e da onda de boatos que vem tomando conta da cidade para se apresentar como um alternativa política viável para acabar com a violência no Ceará. Na sua página oficial do Facebook , o ex-ministro, além de acusar o capitão de se aproveitar da situação de caos na cidade, ainda afirma que o mesmo possui relações com os vários grupos de bandidos que agem no estado. Ele afirma ainda que, dentro da polícia militar, existe uma facção de bandidos que são comandados pelo policial. Este ponto já foi motivo de processo judicial movido pelo acusado contra Ciro quando o ex-ministro afirmou que o pequeno grupo, infiltrado dentro da PM do Ceará, tinha relações com o narcotráfico no estado e que eram os mesmos chefiados pelo capitão Wagner, ao qual Ciro chama de picareta.

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Capitão Wagner ficou famoso em todo o Estado do Ceará por liderar uma greve de policiais militares, em 2012, quando o irmão de Ciro, Cid Gomes, era governador do Estado. Neste mesmo ano, disputou as eleições municipais e saiu vitorioso, como o vereador mais votado naquela eleição. Dois anos depois, sagrou-se como deputado estadual, posição que ocupa atualmente.De estilo combativo, por liderar a greve dos policiais, despertou a antipatia dos irmãos Ferreira Gomes, pois sempre foi crítico da política, ou melhor, da falta de uma política séria e eficiente do irmão de Ciro para o estado do Ceará.

Respondendo às críticas de Ciro, Capitão Wagner acusou Ciro de ser um político sem mandato e que tenta aparecer a todo custo na imprensa nacional. O capitão afirmou ainda que o mesmo tenta se apresentar como um candidato à presidência da República e não tem a competência de apresentar nenhum projeto político sério para o país, além de ser irmão de um governador que passou oito anos no poder e não fez nada para melhorar a situação da segurança pública no Ceará. O deputado estadual e militar é tido como uma forte alternativa para concorrer à prefeitura de Fortaleza, em 2017, tendo inclusive o apoio de lideranças fortes locais como os senadores Eunício Oliveira (PMDB) e Tasso Jereissati (PSDB).     #Governo #Crime #Casos de polícia