A figura de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como presidente da Câmara dos Deputados causa calafrios na espinha de muitas pessoas. O Conselho de Ética da Câmara deverá anunciar, nesta quinta-feira (5), o nome do relator que irá julgar a representação contra Cunha por quebra de decoro parlamentar, podendo causar a cassação de seu mandato. Porém, algumas outras figuras muito controversas do PMDB, e com diversas acusações envolvendo seus nomes, já sentaram na cadeira de presidente da Câmara ou do Senado.

Veja a lista com peemedebistas tão, ou mais, envolvidos em escândalos quanto #Eduardo Cunha:

Renan Calheiros (PMDB-AL)

Por que não começar com o atual presidente do Senado? Para quem não sabe, Renan já havia sido presidente em 2007, porém, renunciou ao cargo devido a abertura de um processo de cassação por suspeita de usar laranjas na compra de um grupo de comunicação em Alagoas.

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No mesmo dia que renunciou a presidência, foi livrado da cassação pelos colegas senadores.

José Sarney (PMDB-AP)

Um dos nomes mais conhecidos da política no Brasil, e com possivelmente o curral eleitoral mais fiel do país - atrás talvez apenas de Maluf, Sarney se envolveu em um escândalo enquanto presidia o Senado no ano de 2009. Em seu mandato, 511 medidas administrativas não foram publicadas. Nelas, parentes de Sarney e de outros senadores foram contratados e exonerados da Casa. Sarney se aposentou da política ao terminar seu mandato de senador no ano passado, sem antes deixar como herança sua filha, Roseana Sarney.

Jader Barbalho (PMDB-PA)

O peemedebista foi presidente do Senado e acabou renunciando, em setembro de 2001, ao cargo. No mês seguinte, também renunciou ao mandato para não ser cassado.

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Nesse período, foi acusado de desviar recursos da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Atualmente, Barbalho é senador e acusado de receber propina pelo Petrolão.

Pais de Andrade (PMDB-CE)

O 4º peemedebista da lista foi presidente da Câmara dos Deputados quando Sarney era presidente da República. Em um dos períodos que assumiu o cargo de chefe maior do Brasil durante ausência de Sarney, Pais de Andrade pegou o avião presidencial, encheu de amigos e familiares e foi fazer uma visitinha a sua cidade natal, Mombaça, no interior do Ceará. Andrade faleceu no meio desse ano.

Ibsen Pinheiro (PMDB-RS)

Foi o peemedebista o responsável por presidir a Câmara dos Deputados durante o impeachment de Fernando Collor em 1992. O curioso é que, apenas dois anos depois, o cassado da vez seria Pinheiro, acusado de envolvimento no famoso escândalo dos Anões do Orçamento. Inelegível por oito anos, atualmente, Ibsen é deputado estadual pelo Rio Grande do Sul.

Fica o alerta para Eduardo Cunha, ele já tem dentro do partido alguém com experiência em impichar presidente da República e depois ser cassado. #Congresso Nacional