O presidente da CUT, Vagner Freitas, defendeu, nesta quinta-feira, dia 12, o uso de armas e o emprego da violência, caso seja necessário, para manter Dilma Rousseff no cargo da presidência do Brasil. A declaração do dirigente aconteceu no encontro da presidente, na semana passada, em Brasília, com os líderes dos movimentos sociais que apoiam a manutenção de Dilma no poder e são contrários ao processo de impeachment da presidente, conforme pedem os seus opositores.

O encontro aconteceu no Palácio do Planalto. Dilma e mais dez ministros reuniram-se com representantes e integrantes de alguns movimento sociais que apoiam o mandato de Dilma na presidência.

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Estas organizações estavam presentes não somente para dar apoio à presidente, mas compareceram para ouvir da mesma, a promessa de mais dinheiro para a manutenção dos projetos sociais do #Governo.

Durante a cerimônia, muitas foram as manifestações de apoio à presidente. Entre as palmas e os representantes que se revezavam nas palavras de encorajamento à permanência de Dilma no poder, uma chamou a atenção de todos. Foi quando o presidente da CUT, Vagner Freitas, ao discursar para o público presente, afirmou que não haveria hesitação em pegar em armas e em formar trincheiras de combate para que a presidente Dilma fosse mantida no poder.

Antes disso, o presidente da CUT afirmara que a entidade é uma fiel defensora da unidade nacional, para que seja posto em prática a política de desenvolvimento que o governo defende para todos os brasileiros.

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Logo em seguida, ele tentou justiificar o uso da violência, para concretizar tal objetivo.

A declaração do dirigente causou um desconforto no próprio governo, que logo em seguida, tratou de amenizar a situação nas próprias palavras de Dilma. Ela defendeu o respeito para com aqueles que possuem opiniões diferentes. Entretanto, não deixou de aproveitar a oportunidade de mandar uma mensagem para a oposição, ao afirmar que não se deve descuidar do respeito para com o resultado na urnas. 

#Dilma Rousseff, no evento, não descuidou de manter a sua posição firme de fiel defensora dos princípios do regime democrático. Ela afirmou que democracia não se faz com atos de terrorismo, em sair atirando em pessoas e detonando bombas em qualquer esquina. A palavra chave usada pela mesma foi diálogo. Ela condenou ainda atos de intolerância e de agressões verbais como atitudes contrárias à democracia. Um tom bem diferente do que foi utilizado pelo reacionário dirigente da CUT. Após a cerimônia, nenhum outro membro do governo quis comentar o incidente. 

Após as declarações serem divulgadas pela imprensa, o dirigente da CUT, tentou desfazer o constrangimento.

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Ele afirmou que suas declarações haviam sido distorcidas pela imprensa. O mesmo definiu o uso das palavras de incitação à violência, apenas em sentido figurado. Tentou justificar o emprego da arma, como um embate no campo das ideias, sem referência ao sentido físico, nem bélico.

As palavras do presidente da CUT causaram protestos por parte de alguns setores e entre políticos. O presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coelho, declarou que jamais a ordem vai acatar o uso ou emprego da violência como um instrumento legal e constitucional para a resolução de uma crise institucional. Isto é um clara falta de respeito aos princípios constitucionais que regem o país. #PT