A polêmica que está tomando conta dos noticiários nas últimas semanas diz respeito sobre as contas e a origem do dinheiro do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na Suíça. O parlamentar afirma que o dinheiro que mantém no exterior é proveniente da venda de carne enlatada para à África nos anos 80. Além do dinheiro, Cunha nega que possua contas no exterior, segundo sua defesa vai apresentar no Conselho de Ética, ele comanda dois trust.

As investigações dão conta que Cunha possui diversas contas no exterior, tendo cópias de seu passaporte e sua assinatura como prova. O deputado também afirma que desconhece a origem dos R$ 5 milhões depositados em um fundo que é beneficiário em 2011.

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Além da carne enlatada milionária, veja outras desculpas esfarrapadas de políticos investigados em #Corrupção:

Dólar na cueca

Para começar, um escândalo clássico da política nacional. Um assessor parlamentar do gabinete do deputado José Guimarães (PT-CE), atual líder do Governo na Câmara dos Deputados, foi pego no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com R$ 100 mil escondidos na cueca. Além dessa quantia, ela estava em posse de uma mala com R$ 200 mil. Segundo apuração do Ministério Público Federal, o dinheiro era proveniente de propina paga por um consórcio ao Banco do Nordeste como retribuição por um financiamento.

José Adalberto Vieira da Silva justificou a polícia que era agricultor e o dinheiro era pela venda de verduras a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp).O Superior Tribunal de Justiça (STJ) inocentou Guimarães justificando que a amizade e a relação profissional entre deputado e assessor parlamentar não justificava qualquer investigação.

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R$ 50 mil para panetones

O então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (à época no DEM), teve um vídeo divulgado no ano de 2009 no qual aparece recebendo R$ 50 mil em espécie. A gravação foi feita por Durval Barbosa, em 2006, quando Arruda ainda não era governador. As investigações indicaram que o dinheiro era para formação de “caixa 2” para a campanha eleitoral que Arruda venceu.

Arruda negou a acusação e justificou que o dinheiro era uma doação de um grupo de empresários para a compra de panetones para uma tradicional festa natalina que ele proporcionava a famílias carentes. Em 2010, o governador foi preso pela PF.

221 vitórias na loteria

O ex-deputado federal, João Alves (à época no PRP), falecido em 2004, falou durante a CPI dos Anões do Orçamento, em 1993, que sua fortuna de R$ 5 milhões (em dinheiro da época) era proveniente de sua boa sorte por ter ganhado 221 vezes na loteria. As investigações suspeitavam que ele usava dinheiro de propina em apostas para lavar os recursos e receber dinheiro “de forma legal”.

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O ex-parlamentar renunciou ao cargo para evitar uma cassação em 1994.

“Prefeita ostentação”

A prefeita da cidade de Bom Jardim, Lidiane Leite (à época no PRB), foi acusada de participar de um esquema de desvio de dinheiro público da merenda escolar. Sua fama e fotos ganharam os jornais pelo Brasil e Lidiane recebeu a alcunha de “prefeita ostentação” pelo padrão de vida que levava e os posts que fazia questão de ter nas redes sociais.

Foragida por 39 dias, a “prefeita ostentação” se entregou a PF. Seu advogado justificou a vida farta da ex-prefeita pelo dinheiro do namorado, o qual chamou de “um dos jovens mais ricos do interior do Maranhão”. Lidiane namorada com o rapaz há 4 meses.  #Eduardo Cunha