O senador do PT, Partido dos Trabalhadores, Delcídio Amaral foi preso nesta quarta-feira (25), uma vez que estava impedindo que as investigações sobre a Operação Lava Jato pudessem ser feitas. Delcídio chegou até a oferecer ajuda a Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, oferecendo-lhe um jatinho para que pudesse deixar o Brasil.

Na verdade o que o senador do PT queria mesmo é se ver livre de uma possível acusação, pois Cerveró poderia negociar uma delação premiada e neste caso entregaria Delcídio para a justiça, informando todos os detalhes a respeito do envolvimento do petista com a compra de Pasadena, a refinaria os Estados Unidos que foi comprada de forma irregular.

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Delcídio primeiro procurou pelo filho do ex-diretor, Bernardo Cerveró, para oferecer ajuda na fuga com o jatinho. Juntamente com o senador estava Edson Ribeiro, advogado que já foi preso também pela Polícia Federal, que prendeu ainda o banqueiro André Esteves, que estava por dentro desta proposta de ajuda para deixar o país.

O plano era que Nestor Cerveró pudesse ir até o Paraguai em um jatinho e de lá fosse para Madri, uma vez que ele tem cidadania espanhola e não teria problema algum para entrar no país e passar a residir por lá.

Um "Falcon 50" era o modelo do avião a ser utilizado para facilitar a fuga de Cerveró do país. Durante a conversa em que a proposta foi feita, citou-se o nome de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal que iriam apoiar a liberdade de todos aqueles que estavam sendo investigados na Operação Lava Jato.

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Bernardo, filho de Cerveró, gravou toda a conversa e entregou ao Ministério Público Federal, que não perdeu tempo em agir.

Integrantes do STF ficaram irritados quando souberam que nomes de magistrados foram citados e por isto optaram pela prisão do parlamentar, que agora terá que esclarecer toda esta história.

Delcídio queria Cerveró longe do Brasil justamente para ele não colaborar com a Justiça, mas com a conversa gravada pelo filho do ex-diretor da Petrobrás, a situação ficou ainda mais complicada para o petista. #Corrupção #Casos de polícia #Crise no Brasil