Uma situação completamente inédita no cenário político brasileiro: um senador ser preso em pleno exercício de suas funções públicas. Assim na manhã dessa quarta-feira (25), perante a decisão do Superior Tribunal Federal (STF) ter mantido a ordem de prisão e após o pronunciamento da ministra Carmem Lúcia enfatizando em meio a uma ilusão nítida ao mote de campanha do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva em 2006, afirmou que o "cinismo venceu a esperança" e o "escárnio venceu o cinismo" e ainda de que "o crime não vencerá a justiça", ocorreu logo a detenção do parlamentar Delcídio do Amaral (PT-MS) que no entanto exerce também a condição de Líder do Governo no Senado Federal.

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Mesmo determinada a ordem de prisão do senador, ainda de acordo com a Constituição Brasileira de 1988, essa decisão deve ser avaliada e votada no Senado Federal sendo que o parecer considera-se favorável conforme se assim afirmar a maioria dos parlamentares.

Além do senador, foram presos o seu chefe de gabinete Diogo Ferreira, um dos seus advogados e também o banqueiro André Esteves que também é fundador e presidente do banco BTG Pactual.

O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) foi preso após o Ministério Público Federal ter apresentado provas concretas de que o mesmo tentava conturbar as investigações da Operação Lava Jato, enquanto o banqueiro foi preso por ter oferecido pagar a quantia de R$ 4 milhões para Nestor Cerveró sair do país.

A prisão do senador ocorreu no Hotel Golden Tulip, em Brasília, no qual também houve a prisão do pecuarista e empresário José Carlos Bumlai, o amigo de Lula, e este endereço foi facilmente encontrado pois é o local onde reside o político petista de Mato Grosso do Sul.

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O ministro Teori Zavascki leu o pedido de prisão durante a sessão na Procuradoria Geral da União, no qual constava que o parlamentar chegou a oferecer R$ 50 mil mensais para Cerveró em troca de o ex-diretor não citar o seu nome na delação premiada.

Em seu currículo político, o petista Delcídio do Amaral acumula funções importantes como Ministro de Minas e Energia durante o governo de Itamar Franco e após ter sido eleito durante o pleito de 2002 com o apoio do então governador Zeca do PT e reeleito em 2010 com expressiva votação, exerce o cargo de Senador da República.

Porém, o senador alcançou projeção nacional em 2005 ao presidir a CPI dos Correios em 2005 que apurou o "Escândalo do Mensalão" e foi escolhido pela presidente Dilma Rousseff em abril de 2015, como Líder do Governo no Senado e no Congresso Nacional.

Destaca-se ainda que o mesmo participou do pleito de 2006 ao concorrer o governo de Mato Grosso do Sul sendo derrotado por Andréa Puccinelli ainda no primeiro turno e voltou a ser derrotado na disputa por este mesmo cargo público em 2014 ao enfrentar Reinaldo Azambuja. #Lava Jato #Corrupção #Crise no Brasil