Delcídio do Amaral (PT-MS) está preso, acusado de tentar impedir as investigações da operação Lava Jato, porém continua recebendo o salário de R$ 33,7 mil. De acordo com a lei, todo senador que por algum motivo esteja privado de sua liberdade, desde que seja de forma temporária, tem direito a uma "licença automática". 

O texto do regimento diz que a licença será um direito do senador para efeitos do "art. 55, III, da Constituição", quando ele não pode comparecer às sessões por estar privado de sua liberdade, mesmo que seja por um processo criminal.

O artigo e inciso da Constituição Brasileira que o regimento faz referência diz que todo senador que esteja em licença não poderá perder seu mandato, mesmo que não compareça a um terço das sessões.

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O Senado entende que Delcídio não precisa deixar de ser senador porque está preso, aliás, na noite desta última quarta-feira (25) os próprios senadores votaram por mantê-lo preso.

Tudo isto se dá ao fato de que o petista agiu na intenção de impedir que Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, entrasse na delação premiada da Lava Jato, evitando assim que ele pudesse comprometê-lo.

O líder do Governo no Senado teve sua prisão autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Foram apresentadas evidências pelo Ministério Público Federal (MPF) comprovando que Delcídio estava tentando atrapalhar a Operação.

O banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, também foi preso por irregularidades, além de Edson Ribeiro, advogado que defendeu Nestor Cerveró.

O ex-diretor da Petrobrás citou o nome de Delcídio, acusando-o de estar envolvido no esquema que desviou recursos para a compra de Pasadena, a refinaria nos Estados Unidos.

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Delcídio ofereceu ajuda para Cerveró deixar o país após que saísse da prisão, fornecendo a ele um jatinho que o levaria até o Paraguai e de lá ele seguiria para outro país, bem distante do Brasil. O filho de Cerveró gravou toda a conversa.

Esta é a primeira vez no Brasil em que acontece a prisão de um senador que está em exercício. #Corrupção #Casos de polícia #Crise no Brasil