O presidente da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a ser alvo de protestos neste domingo (8). Parte da Avenida Paulista, em São Paulo, foi tomada por manifestantes e todas as suas palavras de ordem contra o peemedebista. Além dele, o ajuste fiscal proposto pelo governo também foi questionado pelos presentes.

O ato denominado "Fora Cunha, não ao ajuste" pedia, dentre outras coisas, a saída de Cunha do cargo que atualmente exerce. Recentemente, o parlamentar teve o seu nome ligado à contas na Suíça que teriam sido abastecidas com propina oriunda da Petrobras. 

Pelo Facebook, cerca de 3.500 pessoas haviam confirmado presença no evento.

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Entretanto, aproximadamente 1.500 manifestantes se fizeram presentes e fizeram o percurso do vão do Masp, a partir das 14h30, passando pela avenida Brigadeiro Luiz Antônio até chegar no Parque Ibirapuera. Algumas ruas foram bloqueadas. Segundo a Polícia Militar (PM), não houve qualquer tipo de incidente durante a caminhada.

Diversos movimentos sociais participaram do ato e os populares balões vermelhos da Central Única dos Trabalhadores (CUT) também foram vistos. Membros do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e do Movimento dos Sem Terra (MST), órgãos historicamente ligados aos governos do Partido dos Trabalhadores (PT), levaram faixas e cartazes e participaram da #Manifestação. Ao todo, era 27 movimentos sociais unidos em prol da manifestação.

A marcha seguia um carro ao melhor estilo trio elétrico, que recebeu alguns líderes dos movimentos presentes para que pudessem discursar e se aprofundar nas críticas ao presidente da Câmara.

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Guilherme Boulos, um dos organizadores do protesto, reclamou do projeto de ajuste fiscal, que, na visão dele, corta algumas conquistas fundamentais dos trabalhadores.

"Nós somos absolutamente contra a proposta de ajuste fiscal. Temos esse posicionamento porque entendemos que ele está cortando muitos direitos importantes adquiridos pelos trabalhadores brasileiros. O ajuste corta os programas sociais e faz com que o simples trabalhador seja o responsável por pagar a conta dessa crise econômica que o país atravessa", salientou Boulos.

Cunha e seus perigos

O temor do governo com os eventuais poderes de Eduardo Cunha é tanto que Dilma Rousseff e Michel Temer se articularam para não deixarem a principal cadeira do país livre. Conforme informou a Blasting News Brasil neste domingo, a presidente e o seu vice construíram juntos as suas agendas no mês de novembro, que incluem viagens internacionais, para que um deles sempre esteja no país quando o outro se ausentar.

Não faz muito tempo, o Presidente da Câmara garantiu que não cairia sozinho caso fosse cassado, em um recado velado à presidente Dilma Rousseff.

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Nessa semana, Cunha acabou sendo alvo de um outro curioso protesto. Enquanto dava uma entrevista para jornalistas, recebeu sobre a sua cabeça uma chuva de dólares, em uma alusão ao seu suposto envolvimento com contas secretas na Suíça, que, inclusive, envolveriam sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz.  #Protestos no Brasil