Após o anúncio de cortes no orçamento - que forçaram o cancelamento de viagens internacionais da Presidente #Dilma Rousseff e preveem a criação de um imposto semelhante à CPMF - mais uma tentativa de contenção de gastos é considerada pelo Governo Federal. Pela primeira vez, desde o ano 2000, as urnas eletrônicas poderão ser substituídas pela votação manual, ou seja, com o uso de cédulas. A informação foi publicada na edição desta segunda-feira (30) no Diário Oficial da União (DOU).

Assinada pelos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Superior Tribunal Militar (STM) e Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) a Portaria Conjunta 3 (de sexta-feira, dia 27) cita, ainda, a indisponibilidade de R$ 1,7 bilhão para empenho e movimentação pelos tribunais citados.

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Voto eletrônico funcionou, pela primeira vez, em 1996

Mesmo facilitando a coleta e processamentos dos votos, as urnas eletrônicas brasileiras são tecnologicamente ultrapassadas, quando comparadas aos sistemas eletrônicos utilizados em outros países do mundo. Até hoje, por exemplo, não foi implementado o recurso que permite a impressão de um possível comprovante contendo o voto dos eleitores.

Apesar de lançada oficialmente nas eleições do ano 2000, as urnas eletrônicas funcionaram, pela primeira vez, no ano de 1996. Na ocasião, 32 milhões de eleitores tiveram acesso, em caráter experimental, à nova tecnologia. 57 cidades participaram do pleito realizado com 70 mil urnas fabricadas para aquelas eleições.

Brasileiros temem cortes em programas sociais como o Bolsa-Família

Além do possível cancelamento das eleições municipais eletrônicas, muitos brasileiros ainda temem o cancelamento do Bolsa Família.

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O programa, que atende cerca de 23 milhões de brasileiros, tem como principal objetivo a redução da extrema pobreza do país, além da erradicação do trabalho infantil. Segundo a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, o possível corte do programa impacta, diretamente, no aumento da pobreza em território nacional. #Eleições 2016