Algumas emissoras de rádio e de #Televisão e 40 congressistas estão aflitos por conta de uma decisão do Ministério Público Federal, o MPF.

Isso porque, a entidade promete desencadear uma ação que vai atingir 32 deputados e 8 senadores, dentre eles, nomes conhecidos dos eleitores, como o candidato à presidência e senador por Minas Gerais, Aécio Neves, e também do ex-presidente da república, Fernando Collor de Mello. Tudo isso porque, nos registros oficiais, eles aparecem como sócios de empresas radiodifusoras. 

A iniciativa do MPF teve o aval do procurador-geral da república, Rodrigo Janot. Outros nomes conhecidos, como o de Sarney Filho, do PV do Maranhão, também são citados.

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A família Sarney é conhecida no estado por dominar os meios de #Comunicação na região. Os 40 parlamentares citados seriam sócios de 93 empresas de rádio e televisão, o que dá uma média de mais de duas empresas para cada um deles. 

De acordo com informações de uma reportagem do jornal 'Folha de São Paulo', publicada neste domingo, 22, um dos motivos para a ação do MPF seria o conflito de interesses, já que esses parlamentares poderiam de alguma forma se utilizar dos meios de comunicação, concessões públicas, para o seu próprio interesse. Além disso, como são os congressistas que votam pela suspensão ou renovação das concessões, eles estariam mais propensos a aprovarem as próprias empresas.

Mais de 100 empresas aprovadas em três minutos

E isso aconteceu recentemente. Em 2011, por exemplo, uma comissão de justiça da câmara aprovou em apenas três minutos 65 renovações e 38 novas concessões.

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Alguns parlamentares se defendem, lembram que a constituição proíbe apenas que os políticos exerçam condição de direção em rádios e televisões, mas que não trata sobre a condição de sócio. 

João Rodrigues, do PSD de Santa Catarina, disse em entrevista à 'Folha', que estaria disposto a largar a carreira pública, caso seja necessário se afastar da condição de radiodifusor, alegando que essa é sua profissão e o seu ganha pão.  #Governo