Ele nasceu e cresceu no Marrocos, filho de uma tradicional família em que quase todos os homens assumiram importantes posições na mesquita. E esse teria sido seu destino, contudo, Rachid — ele não usa publicamente o nome completo para a própria segurança — se converteu em 1999 após ouvir sobre o cristianismo numa rádio. 

A partir de então, foram seis anos em que escondeu sua fé da família, preparando-se para sair do país, a única maneira de continuar vivo após abandonar o Islã. Hoje ele vive nos Estados Unidos, é casado, e busca ajudar outras pessoas a partir de seus estudos aprofundados sobre a #Religião islâmica e de todas as experiências vividas ao longo dos 32 anos no Marrocos.

Publicidade
Publicidade

Há um ano, após declaração do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em que este afirmava que o Estado Islâmico (IE, ou ISIS, na sigla em inglês) não é islâmico, Rachid publicou um vídeo de 8min35s em que explica, detalhadamente, por que o dirigente está enganado. Com os recentes ataques a Paris na última sexta-feira, 13 de novembro, o vídeo vem ganhando milhares de visualizações. Confira o original (em inglês):

Apresentador e um programa de TV — Islam Explained —, Rachid conta em seus vídeos que, na última década, vem aumentando muito o número de muçulmanos que se convertem ao cristianismo ou que se tornam ateus. Muito dessa tendência, defende ele, seria em função da violência dos atentados terroristas que, embora estejam de acordo com os escritos sagrados do islamismo, como o próprio Rachid explica, choca diversas pessoas.

Publicidade

No entanto, abandonar a religião não é fácil. Além do abandono da família, existe o risco de morte, pois deixar o Islã é tido como apostasia pelas comunidades muçulmanas. Por essas razões, mesmo de longe, Rachid trabalha para dar apoio a todos que desejam compreender melhor o que prega o Alcorão e encontrar caminhos de liberdade de religião e de pensamento.

No YouTube, na maioria dos comentários sobre o que Rachid falou, as pessoas concordam e afirmam que ele está 100% certo - esses comentários são também de ex-muçulmanos, que se converteram ao cristianismo ou que hoje são ateus, #Estado Islâmico #EUA