O pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula, foi preso nesta terça feira, 24, em Brasília, na 21ª  fase da operação #Lava Jato, da Polícia Federal.

Conforme divulgado na rádio CBN, não foi uma surpresa para o PT e para o Planalto a prisão de Bumlai, fato que já esperavam que acontecesse desde o início desse semestre. No entanto, apesar dos procuradores afirmarem que não há elementos que comprovem o envolvimento de #Lula nas transações de Bumlai, a concretização da prisão preventiva do empresário traz a investigação para um ponto que nem o governo, nem o partido dos Trabalhadores temiam até agora. A operação Lava Jato está se aproximando do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

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José Carlos Bumlai, como é de conhecimento de todos, sempre teve fortes laços de amizade com Lula, o que lhe permitia ter trânsito livre no Planalto, de 2003 a 2010, durante o governo passado. Então, agora, os petistas temem que a amizade entre os dois seja investigada a fundo, que Bumlai faça acordo de delação premiada e, consequentemente, revele fatos que possam comprometer o PT. Um escândalo de grandes dimensões afetará as pretensões do partido para as eleições municipais do ano que vem e a candidatura à presidência da República, em 2018. Além disso, temem que a popularidade da presidente Dilma e de seu conturbado governo despenquem ainda mais.

Como forma de combate, o PT já preparou a artilharia para contra-atacar. O partido orientou os integrantes da legenda a divulgar que "trata-se de perseguição política", da Lava Jato, ao PT e ao ex-presidente Lula.

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Outra determinação é para que os petistas minimizem a amizade entre Bumlai e Lula. Seguindo essa orientação, hoje, o líder do governo José Guimarães, do PT- Ceará, já deu declaração à imprensa, desqualificando a amizade entre os dois.

Conforme o portal G1, Bumlai é acusado pelo Ministério Público Federal, de ter realizado financiamento de R$ 12 milhões, inicialmente, junto ao Banco Schahin, e destinar o dinheiro para o Partido dos Trabalhadores. O empréstimo, que nunca foi pago e que corrigido chega a R$ 21 milhões, foi falsamente quitado. Em troca desse financiamento, as empresas de engenharia do grupo Schahin, conseguiram, na Petrobrás, o contrato de operação do navio Sonda Vitória 1000, sem licitação.

O nome de Jose Carlos Bumlai aparece em depoimento de delação premiada de Eduardo Musa, ex-gerente da Petrobrás e de Fernando Soares, o lobista Fernando Baiano. #Corrupção