O relatório divulgado semana passada pelo Coaf (Conselho de Administração fazendária), que apontou movimentações milionárias nas contas do ex-presidente Lula e mais três petistas, começa a produzir seus efeitos.

Políticos ligados a oposição ao #Governo Dilma, estarão reunidos nesta terça-feira, dia 03, para pedir, em bloco, que os quatro personagens principais do documento sejam obrigados a explicar aos parlamentares, a origem do dinheiro em suas contas, bem como o destino dado ao mesmo.

Os parlamentares irão pedir que Lula, Fernando Pimentel, governador de Minas Gerais, Antonio Palocci, que foi chefe da Casa Civil, no governo Dilma e Erenice Guerra, braço direito da presidente no seu primeiro mandato, possam explicar a origem e toda a movimentação que fizeram em contas pessoais e que juntas soma mais de 300 milhões de reais.

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Somando os quatro principais ao restantes dos investigados, que contabilizam cerca de 103 pessoas, que possuem ou possuíam algum tipo de relacionamento com o partido dos trabalhadores, eles chegam à incrível quantia de quase meio bilhão de reais, que foram movimentados de forma atípica. Uma reportagem publicada numa revista semanal diária, no último final de semana, confirma o esquema. 

O ex-presidente Lula e os três principais integrantes citados anteriormente, serão convocados para dar explicações na CPI do BNDES. Os membros dos partidos oposicionistas já se organizam para colocar em votação, na própria comissão, a convocação dos petistas citados no relatório.

De acordo com o deputado Miguel Haddad, do PSDB de São Paulo, que faz parte da CPI, o relatório feito pelo Coaf foi muito objetivo e não deixa dúvidas.

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Segundo ele, os dados, produzidos pelo mesmo, apontam para uma movimentação financeira incompatível com o que deveria ocorrer. O próprio deputado é o autor de um requerimento que pede a convocação de Lula para depor na CPI.

Os deputados planejam pedir que seja remetido à comissão parlamentar de inquérito, uma cópia do relatório, na sua íntegra, para que o mesmo seja analisado em profundidade. Eles querem ter acesso às informações já divulgadas na imprensa, e que possa ser verificado o que, de fato, está sendo questionado pelo conselho. #Crise #Blasting News Brasil