A última semana acabou de forma melancólica e com fortes indícios que a vida do presidente da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), será dura nos próximos tempos. Após a manobra para adiar a sessão do Conselho de Ética que iria ler o parecer sobre seu processo, diversos partidos e deputados resolveram cortar de vez as relações com Cunha, seguindo a linha do que o PSDB já havia feito.

Na sexta-feira (20), um dia depois da polêmica manobra que recebeu críticas até de caciques do PMDB, o senador #Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, fez duras críticas a Eduardo Cunha.

“Nossa posição quanto ao presidente da Câmara já havia sido anunciada e ontem ficou mais explícita ainda.

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Achamos que o presidente da Câmara perdeu as condições de conduzir a Câmara dos Deputados.”, afirmou.

Perdendo força no PMDB

Vista como chave pelo partido para as eleições de 2016 e, principalmente, para o pleito de 2018, quando o PMDB já anunciou aos sete cantos que irá lançar candidato próprio a presidência depois de anos a espreita do PT, a cadeira de presidente da Câmara dos Deputados pode estar com os dias contados para Eduardo Cunha mesmo dentro do seu partido.

“A situação dele piorou muito depois da coletiva em que foi tentar convencer a versão dele sobre as contas da Suíça. Daí em diante, houve uma piora crescente que culminou com essa manobra desastrosa de quinta.”, afirmou um cacique do partido ao jornal O Globo que preferiu não se identificar.

Considerada “muito truculenta” pela direção do partido, existe um temor que, caso seja deposto do cargo, Cunha perca toda a força para indicar o sucessor e o PMDB tenha que ver outro partido tomando posse da presidência da Câmara.

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Alguns integrantes da bancada já vêm defendendo uma “saída honrosa” para salvá-lo da cassação, sugerindo que faça o mesmo que Renan Calheiros (PMDB-AL) em 2007 e renuncie ao cargo.

Representação na PGR

E as respostas contra as ações descabidas de Eduardo Cunha não vão vir apenas em forma de palavras, como as de Aécio, ou a saída de mais de 50 deputados do plenário em forma de protesto para não dar quórum às votações presididas pelo peemedebista.

PPS, PSOL e Rede irão acionar a Procuradoria Geral da República nesta semana com um dossiê citando as atitudes de Cunha e pedirão que o procurador entre com um pedido no Superior Tribunal de Justiça (STF) solicitando o afastamento do presidente da Câmara dos Deputados do cargo.