O impeachment de Dilma Rousseff é um dos assuntos que continuam entre os mais debatidos, seja no congresso, nas esquinas de todo o país e também pela OAB - Ordem dos Advogados do Brasil, sendo que neste caso o #Impeachment da presidente acaba de ser rejeitado.

Mas a votação foi apertada e uma comissão especial da OAB rejeitou por 3 votos a 2 o impeachment de Dilma Rousseff. Esta comissão foi instalada para estudar se seria legítimo fazer agora um pedido de impeachment para tirar a presidente do poder, só que este suposto pedido seria considerado como ilegítimo.

A maioria dos integrantes da comissão da OAB entende que as contas do Governo que foram rejeitadas pelo TCU - Tribunal de Contas da União, dizem respeito ao mandato anterior e isto de forma alguma poderia ser motivo para abrir um processo político no intuito de cassar a presidente do Brasil.

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Porém, dois integrantes da comissão da Ordem dos Advogados acham que o pedido de impeachment é válido sim e justificaram seus votos dizendo que Dilma tem responsabilidade sobre as "pedaladas fiscais" e que ela mesma já reconheceu isto, por isto precisa ser julgada pelos crimes, ainda que tenham sido cometidos no mandato anterior.

No dia 2 de dezembro, quarta-feira, o Conselho Federal da OAB se reúne para analisar o resultado da votação desta comissão e então definirá se realmente segue a recomendação feita pela maioria que é de considerar o impeachment como ilegítimo ou se toma uma outra decisão.

O parecer desta comissão mostrou que não há nenhum tipo de comparação entre os fatos que envolvem hoje os problemas no Brasil com aqueles que em 1992 resultaram no impeachment do presidente Fernando Collor, já que são fatos não ligados a um "comportamento pessoal" de Dilma.

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Entretanto, o relatório apresenta os "deslizes administrativos" que já foram indicados pelo TCU, só que mesmo assim a comissão da OAB informa que não há "comportamento pessoal indigno".

O fato da maioria ter apontado o impeachment como ilegítimo ainda não determina que o Conselho Federal da OAB irá seguir esta recomendação, até porque novos fatos poderão surgir e isto pode gerar novos pedidos de impeachment, que seriam analisados, pois cada caso tem suas próprias características, motivos peculiares e por isto devem ser analisados separadamente e com responsabilidade. #Dilma Rousseff #Crise no Brasil