Nessa segunda-feira (16), foi aberta pela Policia Federal a 20ª etapa da Operação Lava Jato, denominada de Corrosão, e devem ser apuradas as irregularidades nas obras da refinaria de Abreu e Lima e a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). Essa última compra, apesar de ter iniciado os fatos da Operação Lava Jato, tem novos indícios de crimes devido a novas delações premiadas, tal como a de Agosthilde Mônaco, engenheiro da área Internacional, ligado a Nestor Cerveró, que já negociou um acordo de delação premiada.

A revista Veja informou que o Ministério Público, ao relatar as irregularidades, constatou que “Agosthilde Mônaco atestou que se tratava de uma refinaria com qualidade suficiente para a Petrobras e que seria recomendável que fossem iniciadas imediatamente as negociações de estruturação dos negócios com a Astra”.

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Ainda segundo relato de Agosthilde aos investigadores, o valor total das propinas podem ter chegado a 100 milhões de dólares.

O foco nessa fase da operação são os ex-funcionários da Petrobras que receberam propina pela compra da refinaria de Pasadena. Segundo o inquérito, estão envolvidos nesse esquema, além dos ex-diretores de Abastecimento e da Área Internacional, Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró, respectivamente, os ex-funcionários: Roberto Gonçalves (ex-gerente executivo de Engenharia), Souza Tavares (Área Internacional), Luís Carlos Moreira da Silva (ex-gerente Área Internacional), Aurélio Oliveira Teles (Executivo) e Carlos Roberto Martins Barbosa (Executivo).

Segundo a revista Veja, “o Ministério Público Federal trabalha com a hipótese de pedir na justiça a anulação da compra da refinaria de Pasadena”.

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Isto porque os funcionários que receberam propina teriam outros interesses que não o bem público para aquisição da refinaria. Todo o procedimento de aprovação da compra da refinaria teria sido decidido pelo Conselho de Administração num prazo muito menor que os 30 dias usuais. Os relatos dos delatores afirmam que além dos diretores também estariam envolvidas as presidências da Petrobras e Astra. #Corrupção