Conforme o portal G1, o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral, conseguiu um fato inédito nesta quarta-feira, 25. Ele é o primeiro senador, em exercício, preso, desde a Constituição de 1988. Amaral foi preso esta manhã pela Polícia Federal, em Brasília, por envolvimento direto nos casos de corrupção investigados pela operação '#Lava Jato'. A prisão surpreendeu a todos, governistas e oposição. 

Conhecido por sua facilidade de transitar e negociar com a oposição, o senador agrega mais um problema ao já tumultuado #Governo Dilma. A prisão do petista impacta, diretamente, o momento delicado que vive a presidente da República, sua equipe e o Partido dos Trabalhadores.

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Complica e desgasta ainda mais a imagem do Planalto e dificulta a votação de projetos de interesse governista, como o do ajuste fiscal e a repatriação de dinheiro não declarado no exterior, cujo o relator é o próprio Delcídio. Na prática, a pauta do governo afunda com o senador.

Na tentativa de apagar o fogo e retomar as rédeas da situação, a cúpula palaciana formada pelos ministros Jaques Wagner, da Casa Civil, Ricardo Berzoini, Secretaria de Governo, Edinho Silva, da Comunicação Social e Giles Azevedo, assessor especial da Presidente, se reuniu hoje, em Brasília, para avaliar a situação e buscar um substituto para o senador do Mato Grosso, Delcídio do Amaral.

O grupo sabe que será difícil conseguir um outro parlamentar com o mesmo perfil de negociador do senador, para seguir as ações como líder no Senado, no entanto, um dos vice-lideres deverá assumir a função.

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Por ora, a orientação do governo é que os quatro vice-líderes e a base governista toquem os projetos, não permitindo a obstrução das votações no fim do ano legislativo.

O governo Dilma está sob tensão por temer os desdobramentos da prisão de Delcídio do Amaral e o eventual acordo de delação premida de Nestor Cerveró. A preocupação do Palácio do Planalto é que o conteúdo do depoimento de Cerveró respingue sobre o PT e o governo. 

A posição do Senado Federal é aguardar a comunicação do Supremo Tribunal Federal (STF), que tem 24 horas para confirmar ou não a prisão de Delcídio. Em seguida, caberá aos senadores aprovarem ou rejeitarem a decisão do STF de manter a prisão do líder do governo na Casa.

Ao que tudo indica, tanto o STF, quanto o Senado, devem ser favoráveis à manutenção da prisão. #Crise