Quando os brasileiros já achavam que não poderiam ser mais surpreendidos por notícias que vêm do governo federal, a própria entidade anunciou nesta segunda-feira, 30, que por falta de grana, as eleições do ano que vem, que vão eleger prefeitos e vereadores em mais de cinco mil municípios, vão voltar a ser realizadas no "papelzinho". Pois é, você não leu errado. Os mais novos não vão lembrar, mas era assim que se votava nos anos 90. A eleição manual substituirá a eletrônica. Até então, o próprio governo federal deu como o ano 2000 o último para a utilização desse tipo de recurso. Depois dessa data, a chamada urna de lona só foi utilizada quando as eletrônicas não conseguiram ser substituídas a tempo por outras, uma raridade. 

De acordo com o Diário Oficial da União, a medida será efetuada para poupar.

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Detalhes de como a eleição de papel poderia e quanto poderia ser mais barata que a eletrônica não são dados. Lembrando que existem mais de 100 milhões de eleitores no país. O próprio governo vendeu a ideia e a própria patente da urna eletrônica para o Brasil e para o mundo, alegando que ela é mais eficiente na contagem dos votos e também contra fraudes. Nas redes sociais, a notícia surpreendeu muita gente, eleitores que criticaram a medida. Muitos questionaram qual das duas realmente seria mais barata.

Veja alguns dos posts que demostraram revolta no Twitter. 

Lembrando que o governo federal fez cortes superiores a R$ 10 bilhões nas chamadas medidas discricionárias.

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A justiça eleitoral foi afetada com um corte superior aos R$ 428 milhões, tendo o segundo maior corte da área jurídica do estado, que totaliza queda de R$ 1,7 bilhão no orçamento. A justiça do trabalho foi a terceira mais afetada, com R$ 423 milhões de cortes. A Justiça Federal será a que precisará acertar melhor os gastos, já que terá R$ 555 milhões menos em sua conta. O governo federal garante que programas sociais e os salários dos servidores não serão afetados. A primeira vez que a urna eletrônica foi usada foi no ano de 1996, ainda em fase de testes. Quatro anos depois, o artigo se tornou moda em todo o país. #Eleições 2016