Por ordem do ministro Teori Zavascki, foi preso nesta manhã de quarta-feira (25) em Brasília, o petista Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do #Governo no Senado. Em reunião extraordinária, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou por unanimidade a prisão, sob a acusação de que o senador estaria atrapalhando as investigações da Operação #Lava Jato. Esta decisão será enviada ao Senado, que deve decidir pela manutenção ou não da prisão.

O envolvimento do Senador com o delator

Nestor Cerveró, ex-diretor internacional da Petrobras, foi condenado na Lava Jato a 12 anos, 3 meses e dez dias de reclusão, por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

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Esta foi sua segunda condenação. A primeira, com pena de 5 anos, foi pelo crime de lavagem de dinheiro na compra de um apartamento no Rio de Janeiro.

O intuito do Senador Delcídio do Amaral era evitar que Cerveró fechasse um acordo de delação premiada, onde falaria sobre o suposto envolvimento em irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Para tanto, Delcídio ofereceu pagamento mensal de 50 mil reais, além de um plano de fuga. Como Cerveró possui cidadania espanhola, a Espanha seria o destino. O Senador ofereceu uma rota de fuga em jatinho particular que partiria do Paraguai, com autonomia suficiente para fazer a viagem sem escalas. Em troca, seu nome não seria citado.

A denúncia: Dilma sabia

A denúncia foi feita por um filho de Nestor Cerveró, que entregou à Justiça uma gravação onde o Senador faz sua oferta.

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A prova incontestável são imagens gravadas, que agora estão nas mãos dos investigadores.

Apesar da tentativa de obstrução das investigações, o acordo de delação premiada de Cerveró foi firmado com a Procuradoria Geral da República, porque envolve políticos que possuem foro privilegiado e cita também a presidente Dilma, confirmando que ela sabia do esquema de #Corrupção na Petrobras, desde que era integrante do conselho da empresa.

Com palavras fortes, a ministra Carmen Lúcia comparou a Operação Lava Jato com o mensalão do PT. Em seu voto, declarou: "Quero avisar que o crime não vencerá a Justiça... A Constituição não permite a impunidade a quem quer que seja".

O governo ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas já procura uma nova liderança para o Senado.