O senador petista Delcídio do Amaral, líder do #Governo no Senado Federal e preso nessa terça-feira (25) pela Polícia Federal por envolvimento na operação #Lava Jato, foi abandonado pelo próprio partido, que tenta se distanciar, e continuará preso de acordo com votação de seus colegas senadores. 

Segundo o portal G1,em carta aberta, o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Rui Falcão, afirma que os fatos que levaram Delcídio à prisão não tem relação alguma com suas atividades no partido, seja como filiado ou como parlamentar, e por isso o PT não se sente na obrigação de ter qualquer "gesto de solidariedade" ao senador.

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Falcão se disse perplexo com todos os fatos que motivaram o Supremo Tribunal Federal a ordenar que Amaral fosse preso. Completou a nota divulgando que convocará reunião da Comissão Executiva Nacional de forma que sejam tomadas as medidas que a direção do partido julgar cabíveis.

Diante da posição do PT de se afastar do líder do governo no Senado, os senadores se sentiram liberados de defender o colega. Embora, em plenário, muitos tenham revelado que se sentiam constrangidos em ter que votar contra Delcídio, um parlamentar com bom trânsito não só junto a governistas, mas também com oposicionistas. Em votação aberta, 59 senadores foram a favor da prisão, 13 foram contra e 1 se absteve de votar. 

Enquanto isso, no Palácio do Planalto, a presidente Dilma e sua equipe vivem momentos de tensão dia após dia. Crise econômica, contas do ano passado recusadas pelo TCU, projetos importantes obstruídos na Câmara, inflação se aproximando dos dois dígitos, desemprego em alta, a Lava Jato mais próxima de Lula com a prisão de Jose Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente, e hoje a prisão do líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral, que se concordar com a delação premiada poderá deixar os petistas em apuros. 

No Senado também não reina a tranquilidade.

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Senadores temem o chamado efeito dominó, ou seja, há preocupação que outros parlamentares investigados na Lava Jato também sejam presos.