O ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva também está sendo atingido pela crise política que aflige o país. Ele, que já teve uma das maiores taxas de aprovação da história do Brasil, agora vive na ponta de baixo das pesquisas. Segundo uma pesquisa do Instituto Datafolha, publicada neste sábado, 28, 47% dos brasileiros não votariam em Lula, caso as #Eleições para presidente fossem hoje.

O índice chega perto ao maior da maior rejeição da história do país, registrada em 1989, na primeira eleição direta depois da ditadura militar. Naquela época, Ulysses Guimarães era rejeitado por 52% do eleitorado. 

A crise política não afeta somente o PT, mas também o PSDB de #Aécio Neves, que caiu 4% desde a última pesquisa.

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Ele ainda aparece em primeiro, com 31% das intenções de voto. A pesquisa do Datafolha foi feita entre os dias 25 e 26 de novembro, e entrevistou mais de três mil pessoas. A margem de erro é de dois pontos.

Nessa conta, quem acabou subindo na preferência dos eleitores foi Marina Silva, que subiu de 18% para 21%. A candidata chegou a quase ir para o segundo turno nas eleições de 2014, mas, depois de ser muito atacada, acabou caindo nas pesquisas. Quem disputou com Dilma Rousseff foi Aécio Neves, que foi derrotado para a petista, que se reelegeu, levando a legenda para 16 anos seguidos de governo.

Em um segundo cenário da atual pesquisa, quando o candidato do PSDB é Geraldo Alckmin, e não Aécio, Marina sai na dianteira e já aparece com 28%. Lula aparece com 22% e o atual governador de São Paulo aparece com 18%. 

Se Lula foi rejeitado por 47% do eleitorado, Aécio não receberia o voto de 24% dos que responderam a pesquisa do Datafolha.

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Michel Temer, do PMDB, atual vice-presidente da República, foi rejeitado por 22% dos entrevistados, enquanto Alckmin e Marina não seriam votados por 17% destes.

Isso significa dizer que o ex-presidente tem três vezes mais rejeição que Marina Silva, que, caso se candidate ao cargo mais importante do país, virá com uma nova legenda, a Rede. Em 2014, ela era a vice na chapa de Eduardo Campos no PSB. Depois do acidente que matou o político, ela encabeçou a chapa e mudou a eleição daquele ano. O pouco tempo na televisão foi relevante para que ela perdesse espaço, sendo bombardeada nas campanhas publicitárias do PSDB e do PT.