Foi preso, na manhã desta quarta-feira, dia 25 de novembro, o senador do #PT, por Mato Grosso do Sul, Delcídio do Amaral. A prisão foi realizada pela Polícia Federal, com autorização do Supremo Tribuna Federal (STF). A mesma foi requerida pela Procuradoria Geral da República (PGR), tendo à frente o procurador Rodrigo Janot.

O senador do Mato Grosso do Sul é o atual líder do #Governo Dilma Rousseff no Senado. Ele é acusado de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato, coordenadas pelo juiz Sérgio Moro e que é executada pela Polícia Federal. Além do senador da República, foram presos o banqueiro André Esteves,  executivo do banco BTG Pactual, o advogado do senador petista, Édson Ribeiro e o chefe do gabinete do parlamentar, Diogo Ferreira.

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O advogado Édson Ribeiro, preso nesta ação, é o responsável por defender outro preso pela Lava Jato, o ex-diretor de operações internacionais da Petrobras, Nestor Cerveró.

O nome do senador já tinha sido citado várias vezes durante os desdobramentos da Operação Lava Jato. De acordo com as investigações, o parlamentar está envolvido com a compra irregular da refinaria de Passadena, no Estados Unidos, negócio intermediado por Cerveró.

Delcídio do Amaral já tinha sido citado também por Fernando Baiano. Após ser preso pela Polícia Federal, Baiano, ao aderir ao procedimento de delação premiada, declarou que o parlamentar havia sido beneficiado com a quantia de 1,5 milhões de dólares, durante a compra da refinaria norte americana. Essa cifra foi recebida a título de propina como intermediação no negócio. 

Ao mesmo tempo em que as prisões estavam sendo realizadas, a Polícia Federal fez buscas no gabinete do senador petista, no próprio Congresso Nacional.

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Todas as operações realizadas foram autorizadas pelo STF.

O fato que contribuiu para que a prisão de Delcídio Amaral fosse realizada, foi o fato de que o parlamentar, durante o desenrolar da operação Lava Jato, facilitou e até se dispôs a ajudar a Cerveró  a fugir do país. Isto para que o mesmo, caso fosse preso, não aderisse ao procedimento de delação premiada. No entender da Justiça, houve uma clara  tentativa do parlamentar em querer barrar a execução da operação. Fato que culminou com a sua prisão.

Os advogados do senador foram avisados às pressas do prisão do seu cliente, por telefone, na manhã desta quarta-feira e já estariam de dirigindo de São Paulo para Brasília para acompanhar o desenrolar do caso.  #Corrupção