O senador e presidente do PSDB, Aécio Neves, prevê que as eleições marcadas para 2018 podem acontecer antes. Aécio foi um dos políticos que defendeu o #Impeachment da presidente. Na Convenção Nacional do partido Democratas realizada hoje, (03/12) em Brasília, ele afirmou que “o PSDB quer estar junto ao Democratas para construir um projeto novo de país. [...]”.

Apesar do próprio presidente da Câmara ter assumido que retaliaria o Governo Rousseff, segundo o site Congresso em Foco, caso os petistas votassem contra ele na Comissão de Ética da Câmara, para Aécio e para o PSDB, o fato do presidente Eduardo ter autorizado o processo de impeachment, contra Dilma, foi um ato, classificado por ele, como um “rito constitucional” que foi “cumprido”.

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Reações pelo Brasil

Houve reações antes e depois do pedido de abertura do impeachment.

Joaquim Barbosa em entrevista a GloboNews, antes mesmo de o pedido ser aprovado na Câmara, disse que não havia condições para o impeachment da presidenta #Dilma Rousseff. O jurista Bandeira de Melo, em entrevista ao JB – Jornal do Brasil, chamou a abertura de impeachment de “palhaçada”.

Para Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), segundo o site de notícias Brasil247, o “Impeachment é fruto de chantagem fracassada”. O presidente do PMDB na Câmara Leonardo Picciani (RJ) reagiu em desacordo com a atitude de Cunha e disse que “aceitar o pedido de impeachment foi um equívoco”, publicou o jornal Valor Econômico (em 02/12).

A Comissão Brasileira Justiça e Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), se pronunciou hoje (03/12), citou “imensa apreensão” em relação a atitude de Cunha de ter autorizado o processo.

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Repercussão pelo mundo

Le Monde, da França, que afirmou “Eduardo Cunha não age em nome dos cidadãos descontentes, mas por vingança pessoal”. El País, da Espanha, "O clima de incerteza, tanto no exterior como dentro do país, se apodera de todas as instituições". O alemão Die Welt publicou "a presidente do Brasil está ameaçada de impeachment".

Em resposta ao processo aberto a presidente, em pronunciamento pela TV, se disse indignada com a decisão de Cunha e afirmou que não praticou nenhum ato ilícito. #Aécio Neves