Mesmo envolvida em outras agendas e diferentes compromissos importantes para a população brasileira, a presidente #Dilma Rousseff não tira o #Impeachment da cabeça. Neste sábado (5), a petista disse contar com o “integral apoio” do seu vice, Michel Temer (PMDB), contra o processo que pode resultar no seu impedimento. A declaração foi dada durante o evento de lançamento do plano nacional contra o mosquito Aedes Aegypti, no Recife.

Nos bastidores, o primeiro escalão do #Governo Dilma espera e aguarda uma postura mais pró-ativa de Temer com relação ao processo de impeachment, aberto na quarta-feira (2) pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

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Contudo, o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, ligado à mesma ala peemedebista que Temer, protocolou nessa semana o seu pedido para deixar o cargo, o que reforça a suposição de que o vice-presidente poderá se manter “neutro” ou até mesmo favorável ao prosseguimento do processo.

“Aguardo e acredito em uma confiança integral do vice-presidente Michel Temer nesse processo que foi aberto. E tenho convicção que ele demonstrará apoio. Ao longo de todos esses anos de convivência, tive a oportunidade de estreitar laços e desenvolver a relação com ele, como pessoa, política e importante constitucionalista”, salientou a presidente da República.

No mesmo discurso, Dilma garantiu que ainda conta com Eliseu Padilha para o Ministério da Aviação Civil e fez questão de elogiar o trabalho do peemedebista à frente da pasta, que, nas palavras dela, “está fazendo um trabalho de suma importância”.

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Segundo Dilma, ela não recebeu nenhuma comunicação oficial de Padilha.

No entanto, o ministro tentou entregar sua carta à presidente, mas sequer foi recebido pelo ministro da Casa Civil, Jaques Wagner. Frustrado, Padilha se limitou a protocolar o seu pedido de afastamento junto ao Palácio do Planalto.

Processo de impeachment monta sua comissão especial

Enquanto a presidente Dilma Rousseff tenta reagrupar o Partido dos Trabalhadores (PT) e angariar ainda mais apoio da sua base para se defender do processo de impeachment, os demais partidos políticos com representação na Câmara dos Deputados indicam nomes para fazerem parte da comissão especial, que terá a incumbência de estabelecer um parecer a respeito da continuidade ou não do processo.

Os partidos devem encaminhar os seus representantes até às 14h da próxima segunda-feira (7). No total, 65 nomes farão parte da comissão. Na terça-feira (8), através de voto secreto, a comissão indicará quem deverá ser o seu presidente e o relator, que será responsável fazer o parecer com a decisão do grupo.

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O PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, enfrenta uma série de indefinições internas e encontra dificuldades para estabelecer os seus representantes nessa comissão. A ala ligada a Cunha segue defendendo o afastamento do partido do governo, enquanto o peemedebista líder na Câmara, Leonardo Picciani, do Rio de Janeiro, segue defendendo a “governabilidade”.