Era tarde da noite desta terça-feira, 08, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal, o STF, Luiz Edson Fachin decidiu suspender o andamento do processo de #Impeachment contra a presidente da república Dilma Rousseff. Com isso, todos os trâmites na câmara dos deputados ficarão esperando uma posição do Supremo Tribunal Federal até o dia 16. Nessa data, o STF vai julgar os pedidos de parlamentares que questionam a abertura do pedido de impeachment feita pelo presidente da câmara, o deputado federal Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro. 

Câmara vai ter que esperar até o dia 16

Na decisão assinada por Fachin, também fica impedida o início da comissão especial que analisará o pedido de "impedimento".

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Dessa forma, as investigações propriamente ditas contra Rousseff não devem ter início. O gesto pode ser visto de duas maneiras. Um deles é a vitória do governo, pois agora existe a possibilidade do STF julgar que a abertura do pedido de impeachment é ilegal. No entanto, caso o tribunal não veja problemas jurídicos na abertura do processo, Dilma terá que ficar ainda mais tempo para fazer a sua primeira defesa. Analistas acreditam que nos próximos meses a presidente deva perder aliados, já que a tendência é que a economia brasileira decline ainda mais. 

Decisões dadas até agora continuam válidas 

Apesar da suspensão do andamento dos próximos passos do processo de "impedimento" da petista, todos os atos feitos até agora continuam válidos, como a eleição da chapa liderada pela oposição para a comissão especial.

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O ministro tomou a decisão depois que o PC do B ingressou com uma ação pedindo que os votos na câmara para a escolha da chapa fossem abertos. O partido ainda solicitou que Dilma fizesse uma defesa antes que houvesse uma continuação do processo de investigação contra ela. 

Fachin, ao assinar a decisão, disse que a medida é de caráter protecionista, evitando assim que qualquer ação possa ser invalidada pelo STF no futuro e também para evitar que exista uma "instabilidade jurídica" nos próximos dias.  #Dilma Rousseff #Congresso Nacional