Por onze votos a nove deputados aprovaram a admissibilidade de Processo de Cassação contra o presidente da Câmara #Eduardo Cunha. O dia já não havia começado bem para o Presidente da Câmara, que teve na manhã de hoje (15) vários mandados de busca e apreensão em suas residências e escritórios.

Em mais um 'round' perdido, foi aprovada também na manhã desta terça-feira, por onze votos a nove, a admissibilidade de processo de cassação contra o deputado por quebra de decoro parlamentar.

Após sete tentativas do Conselho de Ética de votar o parecer do Deputado Marcos Rogério (PDT-RO), finalmente, em uma votação "apertada" (9 contra e 11 a favor) o conselho de Ética conseguiu aprovar e avançar no processo. Os aliados de Cunha já haviam conseguido "adiar" essa votação por sete vezes, usando de todos os instrumentos legais e outros recursos para retardar a instalação do processo contra Cunha.

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Três requerimentos foram protocolados antes da votação, porém, foram retirados pelos autores e numa última cartada, o Deputado Genecias Noronha (SD-CE) ainda entrou com pedido de vistas, medida rejeitada em votação pelo mesmo placa de nove a onze.

Com a aprovação do relatório preliminar, a partir da data de citação de Cunha, começa decorrer o prazo para defesa do deputado, Cunha terá 10 dias úteis para apresentar defesa por escrito.

Após a votação, alguns deputados aliados de Cunha chegaram a comentar nos bastidores que receberam orientação do próprio Eduardo Cunha para votarem pelo andamento do processo de Cassação, porém, não se sabe se foi uma estratégia para mudar o quadro desfavorável à Eduardo Cunha.

Com a proximidade do recesso parlamentar, acredita-se que haverá pouco avanço no processo, devendo ficar para o próximo ano, estando já o Congresso atrasado em algumas questões importantes para o bom andamento da economia, à exemplo da votação das medidas do ajuste fiscal.

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O próximo passo será o encaminhamento do processo por parte do Conselho de Ética para a Comissão de Constituição e Justiça. Cogita-se que ainda haverá pedidos de vistas por parte dos aliados de Cunha, podendo, se aceitos, atrasar um pouco mais o andamento do processo.

Especula-se que Eduardo Cunha renunciará ao cargo, como medida de proteção ao seu mandato, não perdendo assim a imunidade parlamentar e o foro privilegiado, fato que provocaria também maior exposição de sua família (esposa e filha) no processo da Lava Jato.

Pesa contra Eduardo Cunha a acusação de quebra de decoro parlamentar por ter mentido em suas declarações de que não tinha em seu nome contas no exterior, declaração esta contestada pelo Ministério Público, baseada em documentos oficiais fornecidos por órgãos competentes da Suíça.

A expectativa agora é pelo pronunciamento de Eduardo Cunha. Apesar de alguns alegarem que houve perseguição ao partido PMDB, o processo neste aspecto seria inquestionável, pois tudo foi feito dentro da legalidade e sob autorização do STF. #Investigação Criminal #Congresso Nacional