Todos os grandes movimentos políticos no país sempre tiveram personalidades a sua frente. Desde o início da gestão da presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), vimos passeatas, manifestações, protestos. Palavras que podem ter o mesmo significado ou não, dependendo de seu contexto. Em algumas delas, como o que aconteceu no aumento dos transportes públicos em junho de 2012, artistas chegaram a postar em suas redes sociais que apoiavam o manifesto. Nas eleições presidenciais de 2014 vimos o mesmo, personalidades divididas entre os três até então candidatos, Aécio Neves, do PSDB, Marina Silva, do PSB, e Dilma, do PT. 

Tanto no #Impeachment de Dilma, quanto na saída do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB do Rio de Janeiro) da saída da presidência da Câmara, artistas até então mostraram-se inexpressivos quanto ao assunto.

Publicidade
Publicidade

Tirando algumas situações pontuais em entrevistas e na internet, pouco vimos personalidades discutindo política. Em entrevista ao jornalista Léo Dias, de 'O Dia', Irene Ravache, muito prestigiada por ser uma unanimidade em sua carreira, disse que não tinha mais esperança com o PT. A essência do partido, segundo ela, acabou sendo perdida durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. 

Nenhuma declaração, no entanto, teve o poder da de Cássia Kiss. Com o dedo em riste, ao vivo, no programa de auditório mais assistido dos domingos, a atriz propagou sua voz não só na TV, mas na internet e demais meios de comunicação. Pedindo para que o governo repensasse o seu jeito de avaliar a gestão e lembrando que são os brasileiros que pagam os políticos, Cássia viralizou. Mas o que fica depois disso?

O depoimento de uma personalidade tão forte como ela pode ser a pólvora que faltava no quesito opinião popular para o andamento da abertura do processo de impeachment contra a presidente da república #Dilma Rousseff.

Publicidade

Para especialistas, enquanto continuar a indefinição do assunto, o país para. E isso não é bom para ninguém, nem para os mais ricos e muito menos para os mais pobres, que sofrem ainda mais com a derrocada da economia.