A Câmara dos Deputados passou por momentos de grande tensão na tarde desta terça feira dia oito de dezembro. Isso em virtude da eleição dos nomes que compõem a comissão responsável por julgar o processo de #Impeachment de #Dilma Rousseff. Em um processo bastante tumultuado, a chapa nominada Alternativa que é composta em sua maioria de parlamentares que fazem parte dos partidos de oposição ao #Governo, venceu a disputa na Câmara. Houve bastante tumulto, principalmente quando o presidente da Câmara Eduardo Cunha resolveu realizar o rito de forma secreta.

A polêmica em torno das chapas indicadas na disputa

 A votação aconteceu ao contrário do que tinha sido acordado na semana passada.

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Em um reunião de líderes,  os deputados decidiram não indicar nomes avulsos. A formação da chapa Alternativa nasceu da insatisfação de alguns deputados do PMDB. Os deputados ficaram de fora da primeira indicação de nomes para compor a chapa apresentada como  oficial. A chapa tinha em sua composição  nomes indicados pelo deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ),  considerado aliado do Palácio do Planalto.

O tumulto no processo de votação

Ao iniciar a sessão Eduardo Cunha determinou que ela fosse secreta. Os  parlamentares criticaram a postura do presidente da casa por permitir a disputa de uma segunda chapa e por proibir que o voto fosse aberto para esta ocasião. Cunha ignorou os protestos  e resolveu prosseguir a sessão. Foi o suficiente para o início do tumulto, alguns deputados tentaram impedir a votação danificando as urnas eletrônicas.

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Cunha convocou os seguranças para garantir que os deputados votassem, porém, não foi suficiente para conter a confusão. Alguns deputados gritavam no plenário, criticando a posição do presidente  Eduardo Cunha, como a deputada Jandira Fegalli (RJ), líder do PC do B, na Câmara e do deputado Sílvio Costa (PT-PE).

A posição do líder do governo na Câmara

José  Guimarães líder do PT na Câmara, em dado momento já apontava o dedo em direção ao rosto de Cunha e ao cercar o mesmo na mesa do plenário, exigia do presidente da casa o encerramento da sessão. Neste momento além de Guimarães, vários deputados governistas já cercavam o dirigente, que continuava a gesticular e a debater com os mesmos.

O líder do PT considerou que a eleição foram feitas de maneira artificial, sendo realizadas de forma a contrariar as regras ditadas pelo regimento. José Guimarães afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) será acionado para julgar a legitimidade do processo, através de um mandado de segurança e diz que confia na decisão do órgão em cancelar este pleito.

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O resultado favorável para a chapa de oposição 

Eduardo Cunha resistiu às investidas dos líderes governistas e conseguiu concluir a eleição dando por vencedora a chapa  da oposição. Por 272 votos contra 199 votos, a chapa 1 composta por políticos mais ligados ao governo foi a escolhida.  A vencedora nominada de  " Unindo o Brasil " é composta por 39 parlamentares dos seguintes partidos: DEM, PSDB, SD, PMDB, PSC, PPS, PTB, PSC, PP, PEN, PSD, PMB e PSB. Os políticos que apoiavam a vencedora comemoraram no plenário cantando o Hino Nacional e exibindo a bandeira do Brasil.