Quem passasse por perto dos estúdios da RedeTV na noite desta sexta-feira (4) correria sérios riscos de ser atingido pela metralhadora giratória de Ciro Gomes. Em entrevista ao programa "Mariana Godoy Entrevista", o ex-governador do Ceará fez duras críticas ao vice-presidente da República, Michel Temer, e ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMBD-RJ), que abriu na quarta-feira (2) o processo de #Impeachment da presidente #Dilma Rousseff.

A crítica mais forte recaiu sobre o vice-presidente. Segundo Ciro, Michel Temer é o "capitão do golpe" que quer tirar Dilma Rousseff do cargo de presidente. O ex-ministro ainda disse que se o peemedebista vier a assumir a cadeira da presidência um dia, "no primeiro dia que ele assumir como presidente quem vai pedir o impeachment sou eu".

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Para justificar a sua posição contrária ao processo que pode impedir a continuação do mandato de Dilma, Gomes usou o exemplo da Venezuela, que também depôs um presidente e atualmente vive um período conturbado tanto na esfera política quanto na social. "Andaríamos 20 anos para trás", disse o político em caso de queda de Dilma.

Eduardo Cunha, presidente da Câmara, também não passou imune às severas críticas de Ciro Gomes, que também é ex-senador da República. 

"Ele viu na possibilidade de colocar a Dilma nesse processo a chance de salvar o mandato dele. Cansei de dizer para o Lula e para a própria Dilma que não se pode colocar o PMDB na linha de sucessão. Acredito que o judiciário mandará esse senhor para a cadeia. Só para provar que o Brasil não é uma "republiqueta"", salientou.

Em setembro de 2015, Ciro Gomes havia garantindo em entrevistas que pretendia se candidatar às eleições presidenciais de 2018.

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Atualmente, ele integra o PDT. #Governo