O ex-ministro Ciro Gomes, atualmente filiado ao PDT, lançou, em conjunto com outra lideranças políticas, neste final de semana, o movimento "Golpe Nunca Mais", que tenta impedir a cassação do mandato de #Dilma Rousseff através de #Impeachment. O movimento teve a adesão de vários políticos, dentro da cúpula do PDT e de outros partidos. Além do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, ex-ministro do Trabalho do primeiro #Governo de Dilma, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B) também aderiu ao movimento.

Ciro Gomes: Início do Movimento

O ex-ministro Ciro Gomes voltou à cena política esta semana ao criticar duramente a postura do vice-presidente Michel Temer, a quem Ciro chamou de " capitão do golpe" e "sócio íntimo de Eduardo Cunha". 

Ciro afirmou que Temer seria o principal beneficiado com a queda de Dilma Rousseff.

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No momento de sua fala, o ex-ministro foi aplaudido por Flavio Dino, que completando a fala de Ciro, afirmou que um documento lançado exatamente pelo PMDB, seria contrário aos interesses do Brasil.

O movimento, lançado pelos políticos, foi inspirado em um semelhante, feito por Leonel Brizola, quando o mesmo defendeu a posse de João Goulart na Presidência da República, em 1961, após Jânio Quadros renunciar ao cargo.

A atuação do movimento tem por base a internet. Uma página específica foi criada para divulgar o mesmo no Facebook. Neste último final de semana, a mesma já contava com cerca de 20 mil acessos. Nela, Ciro Gomes divulga um vídeo, denunciando toda a  tentativa de golpe, tramada pela cúpula do PMDB para tirar Dilma do poder, através do processo de impeachment.

O golpismo articulado pelo PMDB

De acordo com Flávio Dino, não existe uma justificativa legal para que seja feito o pedido de impeachment.

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O governador afirmou que entrará em contato com outras lideranças políticas de seu estado, na busca de apoio para a presidente. Nas palavras de Dino, a ordem democrática brasileira vive momentos de ameaça, pela tentativa de se perpetuar um golpe contra a mesma. Quanto ao aspecto jurídico, o mesmo afirmou que serão consultados alguns juristas, a respeito da existência ou não, de base legal para o pedido de afastamento de Dilma.