Talvez não seja exagero dizer que #Dilma Rousseff sai fortalecida deste domingo (13). Em mais um dia marcado por dezenas de manifestações pró-#Impeachment ao redor do país, o que se viu foram movimentações bem menos representativas do que em protestos anteriores, como o último, do dia 16 de agosto. Os grandes organizadores acreditam ter havido a participação de 407 mil brasileiros. A Polícia Militar, por outro lado, calcula em 83 mil.

No mínimo 87 cidades, entre 26 estados e mais o Distrito Federal (DF), receberam protestos pedindo a cassação do mandato da presidenta da República, Dilma Rousseff. De um modo geral, os protestos ocorreram de forma ordeira e sem maiores registros de incidentes ou tumultos.

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A maioria dos manifestantes optou por ir trajando as cores verde e amarelo e muitos levaram a bandeira do Brasil.

Dilma acompanhou o dia de protestos no país em sua residência oficial no Palácio da Alvorada. Ela não recebeu visitas e foi constantemente informada por assessores sobre o balanço e os números de adesão nas grandes cidades. No entanto, a estratégia do Planalto é manter a cautela e não "comemorar" a perda de força das ruas. Edinho Silva, ministro da Comunicação Social, avaliou como "democrática" a onda de manifestos pelas capitais.

"Está tudo inserido dentro de um contexto democrático, que busca respeitar as instituições, que busca respeitar a legalidade. Esse é um Brasil que estamos formando com muita dedicação democrática", salientou Edinho.

Internamente, o governo acredita que esse momento de final de ano, englobando as festas de Natal e de Reveillon, poderão serão úteis para esfriar os ânimos políticos e assim possibilitar uma desarticulação do pedido de impeachment, aceito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no início do mês de dezembro.

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Cunha, aliás, também foi alvo de protestos em algumas das cidades neste domingo. Em Brasília, por exemplo, foram ouvidos gritos de ordem contra o peemedebista. O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), que na semana passada enviou uma carta repleta de queixas à Dilma, não foi poupado. Em Curitiba, por outro lado, o juiz responsável pela Operação Lava Jato, Sérgio Moro, foi ovacionado por meio de faixas e cartazes.

Rio de Janeiro e São Paulo

As duas principais cidades brasileiras foram as que tiveram maior representatividade no domingo de protestos contra Dilma Rousseff, mas, mesmo assim, também ficaram bastante abaixo do esperado. Em São Paulo, os manifestantes se juntaram em maior número na Avenida Paulista, que, segundo a Secretaria de Segurança Pública, chegou a receber 30 mil pessoas perto das 16h. O Datafolha elevou o número para 40 mil.

No Rio de Janeiro, as manifestações contra o governo de Dilma Rousseff foram concentradas na Praia de Copacabana, na Zona Sul da cidade.

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Uma grande faixa pedido o impeachment foi levada pelos manifestantes. A organização do protesto estimou um público entre 60 e 100 mil pessoas. A Polícia Militar carioca acabou não divulgando nenhuma estimativa. #Manifestação