Mais uma derrota para Dilma Rousseff, pois o Congresso Nacional acaba de derrubar o veto da presidente em relação ao prazo estendido para os servidores públicos, de 70 para 75 anos como idade limite para aposentadoria compulsória.

Desta forma todos os servidores públicos, assim como acontece com os ministros dos tribunais superiores, terão direito a trabalhar até seus 75 anos de idade. O curioso é que a manutenção deste veto feito por Dilma não estava entre as prioridades do Executivo, mas a intenção é liberar a pauta, ficando livre a votação para as mudanças propostas para a meta fiscal.

Conhecida como "lei da bengalinha", vinha de uma proposta feita para uma emenda à Constituição onde a idade para aposentadoria compulsória seria elevada de 70 para 75 anos.

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Dilma Rousseff havia vetado o projeto de José Serra, senador pelo PSDB-SP, sendo que a aposentadoria compulsória seria aos 75 anos para todos os servidores públicos, tanto os a União como também os dos estados e até dos municípios.

E a derrubada do veto no Senado foi quase que unânime, sendo 64 votos de "não" e apenas 2 votos de "sim". Logo depois a Câmara dos Deputados preferiu aceitar a decisão dos senadores e a derrubada do veto foi mantida com 350 votos de "não" e 15 votos de "sim", tendo ainda 4 abstenções.

No caso dos deputados, para o veto ter manutenção, era preciso 257 votos e no Senado seriam necessários 41 votos. José Serra explicou que o veto sendo derrubado o Brasil vai conseguir economizar anualmente cerca de R$ 1 bilhão.

O PMDB e também as lideranças do #Governo fizeram de tudo para agilizar a sessão na esperança de conseguir com que a revisão da meta fiscal para este ano e também a "Lei de Diretrizes Orçamentárias" para o ano que vem possam ser votadas.

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Houve um acordo entre a oposição e as lideranças do Governo para a derrubada do veto, tendo como garantia a votação de todos os vetos e o último inclusive anulou o projeto de lei complementar que recentemente havia regulamentado a profissão de "designer" e este assunto agora volta a ser polêmica entre os profissionais da área. #Dilma Rousseff #Crise no Brasil