O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados adiou novamente a votação do relatório que pede a investigação de #Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por quebra de decoro parlamentar. Ele foi acusado de ter mentido por não ter declarado à CPI da Petrobrás que possuía conta na Suíça.

Segundo uma nota divulgada hoje a tarde pelo jornal EL PAÍS BRASIL, o presidente do Conselho, José Carlos Araújo (PSD), alegou que a sessão do Congresso Nacional convocada para alterar a meta fiscal do #Governo para este ano inviabilizaria qualquer deliberação. A votação foi remarcada para próxima terça-feira. O processo poderá resultar na cassação do mandato do deputado.

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A última tentativa de votação do relatório, sem sucesso, foi ontem (01/12). Porém houve empecilhos por parte de aliados do presidente da Câmara, entre elas: levantamento de suspeitas sobre o relator do caso (Fausto Pinato – PRB-SP), reclamação em relação ao ar-condicionado do local. Segundo informações do EL PAÍS BRASIL, o debate teve início às 14:46, e se estendeu por quase seis horas, mas sem a votação do relatório. Sendo adiada pelo presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PSD-BA), para a tarde de hoje.

Eduardo Cunha é um dos políticos investigados na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, por suspeita de envolvimento com o esquema de desvios da Petrobrás. Um delator que prestou depoimento acusou o parlamentar de ter recebido US$ 5 milhões. Cunha se diz vítima de armação.

Retaliação ao Governo

Como retaliação contra o Governo, Cunha ameaçou dar entrada no processo de #Impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, caso os três deputados do PT: Valmir Prascidelli (SP), Léo de Brito (AC) e Zé Geraldo (PA) votassem contra ele no Conselho de Ética.

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Mesmo diante da ameaça, o presidente do PT, Rui Falcão, recomendou, via Twitter, o voto contra o presidente da Câmara.

Quanto a retaliação ao mandato da presidente os petistas parecem preparados. Para o Zé Geraldo (PT-PA) "Ele usará as armas que sabe usar. O contexto político mudou e cabe a nós nos prepararmos para qualquer contra-ataque".