#Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro e atual presidente da Câmara, ameaça deflagrar o processo de impeachment contra Dilma Rousseff, presidente do país pelo Partido dos Trabalhadores (PT). A ameaça se dá caso o partido não o ajude a salvar seu mandato. Até então, os petistas sinalizavam que iriam votar contra Cunha. Mas agora repensam em rever essa posição e votar a favor de enterrar o processo de cassação do presidente da Câmara "em nome da governabilidade".

De acordo com informações divulgadas pela Folha de São Paulo, Cunha fez a ameaça de seguir com o processo de #Impeachment durante almoço com Michel Temer, vice-presidente e de seu partido, o PMDB.

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O presidente da Câmara afirmou que estava apenas esperando o comportamento de três deputados do PT no Conselho de Ética. Só após verificar tal comportamento ele iria decidir se aceitaria ou não os pedidos de impeachment contra Dilma.

Interlocutores de Eduardo Cunha afirmam que ele não descarta a chance de aceitar algum pedido de impeachment caso os petistas votem contra ele e a favor da cassação de seu mandato. O vice-presidente Michel Temer, por sua vez, informou que evitou o assunto sobre impeachment durante o almoço com Cunha, que também negou qualquer conversa sobre o tema.

De acordo com a Folha, Cunha também andou acusando em conversas reservas que o Planalto estaria por trás da recente acusação de que ele teria recebido dinheiro do BTG Pactual para incluir alteração numa medida provisória.

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Sobre esse assunto, ele afirmou que tudo não se passa de "armação".

O Conselho de Ética irá se reunir hoje (01), e os seus 21 integrantes irão decidir se há ou não há os mínimos indícios para seguir com o processo de cassação de Cunha. Acredita-se que a votação será apertada. O PT tem três integrantes no Conselho, por isso os seus votos são cruciais para a escolha o resultado.

O Palácio do Planalto, por sua vez, pediu que os deputados petistas convencessem os três integrantes do partido no Conselho para evitar conflito direto com o presidente da Câmara. Além da ameaça do impeachment, o Palácio do Planalto teme dificuldades na votação da meta fiscal, agravamento da crise política e a prorrogação da DRU. Mas ministros próximos da presidente Dilma acreditam que a opinião pública pode pressionar os três petistas do Conselho a se posicionarem a favor da cassação de Cunha. #Dilma Rousseff