A Polícia Federal realizou hoje um mandado de busca e apreensão nas residências de #Eduardo Cunha (PMDB), com endereços em Brasília e no Rio de Janeiro. Cunha foi acusado de lavagem de dinheiro e #Corrupção. Assessoria do presidente da Câmara dos Deputados informou que ele estava em casa quando a PF chegou.

Houve busca e apreensão também nas casas de: Celso Pansera (PMDB-RJ), ministro de Ciência e Tecnologia (que até então não era investigado), Henrique Alves (PMDB-MA), os senadores Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) e Edison Lobão (PMDB-MA), e do deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE), todos investigados.

No total, o ministro Teori Zavascki, STF, autorizou buscas em 53 locais, divididos entre: São Paulo, Ceará, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Rio de Janeiro e Pará.

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Os envolvidos na investigação incluem: órgãos públicos, escritórios de advocacia e sedes de empresas. Além de outros crimes, eles podem responder por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação também envolve a chefe de gabinete de Cunha, Denise Santos, e Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa – que foi exonerado por Dilma na última semana, e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.

Em relação a operação de busca e apreensão realizada em suas residências, Cunha declarou que "o governo quer desviar a mídia do processo de impeachment e colocar em mim e no PMDB a concentração dos atos [investigados pela Operação Lava Jato]. [...] Nada mais natural do que ele [governo] querer buscar revanchismo".

O Planalto publicou o seguinte comunicado:

"O Governo Federal espera que todos os fatos investigados na nova fase da Operação Lava Jato envolvendo Ministros de Estado e outras autoridades sejam esclarecidos o mais breve possível, e que a verdade se estabeleça".

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Cassação do mandato do Deputado

Hoje, 15, foi aprovado por 11 votos a 9 a abertura do processo que poderá cassar o mandato de Cunha. Em resposta a rumes criados hoje, o ainda presidente da Câmara tornou a afirmar que não renunciará à presidência da Câmara, e disse ainda ser "absolutamente inocente".

Os parlamentares que votaram para aprovação do relatório foram: Fausto Pinato (PRB-SP), Júlio Delgado (PSB-MG), Paulo Azi (DEM-BA), Arnaldo Faria Sá (PTB-SP), Valmir Prascidelli (PT-SP), Marcos Rogério (PDT-RO), Leo de Brito (PT-AC), Nelson Marchazan (PSDB-RS), Rossoni (PSDB-PR), Sandro Alex (PPS-PR) e Zé Geraldo (PT-PA).

Já os parlamentadores que votaram contra o relatório foram: Vinícius Gurgel (PR-AP), Washington Reis (PMDB-RJ), Cacá Leão (PP-BA), Erivelton Santana (PSC-BA), Paulo Pereira (SD-SP), João C. Bacelar (PR-BA), Ricardo Barros (PP-PR), Manoel Junior (PMDB-PB) e Wellington Roberto (PR-PB). #Congresso Nacional