Após várias semanas tentando dar prosseguimento ao processo contra o deputado Eduardo Cunha(PMDB-RJ) por decoro parlamentar e muitas acusações de que o deputado estaria usando seu cargo de presidente da Câmara dos Deputados para se favorecer, foi confirmado nesta quinta-feira(17) pelo Conselho de Ética a entrega da notificação.

Notificação essa que era para ter sido entregue quarta-feira (16) pela assessoria do colegiado, mas não obtiveram êxito. Tendo em mãos o documento, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, terá o prazo de dez dias úteis para apresentar sua defesa por escrito.

Foi aprovado na terça-feira (15) pelo colegiado, por 11 votos a favor e 9 contrários, o prosseguimento ao processo contra o deputado, que está sendo acusado de receber propina para facilitar operações comerciais da Petrobras e também pelos crimes de lavagem de dinheiro e #Corrupção passiva.

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Além do que, o deputado ter concedido falso testemunho ao depor na CPI da Petrobras, negando não manter contas no exterior.

Como já vem acontecendo, a defesa e aliados do deputado estão tentando anular a sessão ocorrida, onde foi aprovado o relatório do deputado Marcos Rogério (PDT-RO) para dar seguimento as investigações. Foi recusado um pedido de vista do deputado Genecias Noronha (SD-CE). O colegiado argumentou que o parecer era apenas um acréscimo de voto ao relatório já apresentado por Fausto Pinato (PRB-SP) e já debatido pelos parlamentares. Esse pedido de vista foi encarado como mais uma manobra, já que os mesmos teriam conseguido adiar por sete vezes a votação do relatório.

O primeiro a apresentar recurso à Mesa Diretora foi o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) para que a sessão do Conselho fosse anulada.

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Tendo ficado nas mãos do primeiro vice-presidente, também defensor de Cunha,  Waldir Maranhão (PP-MA). O mesmo Maranhão  foi quem deu a autorização para o afastamento do primeiro relator do caso, Fausto Pinato, que era defensor  do seguimento das investigações, sendo retirado da função a pedido dos advogados de #Eduardo Cunha sob alegação de que o deputado fazia parte do partido de base de Cunha, que não é permitido pelo regulamento.

O Conselho de Ética terá 40 dias para averiguar se houve quebra de decoro, após receber a defesa de Eduardo Cunha.