O presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), neste início de semana, tenta mais uma vez, tumultuar os trâmites políticos a seu favor. Contrariando um acordo fechado entre os partidos políticos, mais precisamente, entre as lideranças que compõem os partidos que apoiam o governo e os de oposição, #Eduardo Cunha lança mão de uma lista própria, na escolha dos nomes, que irão fazer parte da comissão que julgará processo de afastamento de Dilma. Foi o suficiente para que se instalasse um tumulto entre os parlamentares e o consequente adiamento da votação da lista oficial.

Entendendo o desenrolar do processo   

Desde que o pedido de #Impeachment foi aceito, pelo próprio Eduardo Cunha, uma comissão composta por políticos dos vários partidos da base e da oposição deverá ser criada para dar início ao processo.

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A lista, dita oficial, será composta por 65 nomes. Os parlamentares foram escolhidos a partir de um consenso, feito entre os líderes dos partidos que compõem o Congresso. O anúncio dos nomes dos parlamentares que integrariam a relação deveria ter sido feita até ontem dia 07, entretanto, a mesma ficou adiada para hoje, dia 08. Ainda não se sabe se realmente isto vai acontecer.

As manobras arquitetadas pelo presidente da Câmara dos Deputados

A insatisfação de alguns políticos por não terem sido indicados para compor a comissão, foi suficiente para que, Eduardo Cunha sabendo disto, agisse para sabotar o processo. Liderando um grupo de deputados dissidentes do próprio PMDB, do PP e do  PSD, Cunha colocou seu apoio, na elaboração de uma segunda lista, a qual poderá ser colocada também em votação.

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Juntaram-se a este grupo, políticos do PSDB, DEM e aqueles que estão sem partido (SD). Estes declararam que não irão indicar nomes para a lista oficial.

A reação dos demais parlamentares

A reação dos políticos, apoiados por Cunha, causou estranheza aos demais parlamentares que estão trabalhando na composição do comissão. O líder do PT, deputado José Guimarães reagiu rápido e acusou Cunha de trair o acordo fechado entre as lideranças dos partidos na escolha dos nomes. O petista acusou Cunha de montar um complô com os outros políticos, que ficaram sem voto, para quebrar o que tinha sido acordado. O líder do governo foi um dos escolhidos para compor a comissão que vai analisar o pedido de impeachment.

Danilo Forte, deputado pelo PSB e integrante da lista oficial, disse que o rito normal prega a escolha de uma lista única, conforme indicação prévia, para que seja ratificada num consenso parlamentar comum. Já o deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), aliado do governo Dilma, criticou a manobra de Cunha e disse que o rito normal deverá ser mantido.

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A verdadeira intenção de Cunha

A deputada Jandira Feghali (PCdoB), líder do partido, na Câmara, revelou que, a verdadeira intenção de Eduardo Cunha é tentar adiar a sessão da Comissão de Ética, que julga os atos cometidos pelo político e que seria realizada hoje dia 08. De acordo com que for decidido nesta comissão, Cunha poderá perder seu mandato. Ele poderá se beneficiar, pois, se a instalação da comissão que julgará o impeachment for feita hoje, adiará mais uma vez, a abertura dos trabalhos da Comissão.  #Congresso Nacional