Intimado a depor na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do #Futebol, o presidente licenciado da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Marco Polo Del Nero, se esquivou, na tarde desta quarta-feira (16), das acusações do Comitê de Ética da Fifa (Federação Internacional de Futebol) e da Justiça dos Estados Unidos. O cartola é apontado como parte de esquema internacional de pagamento de propinas para a realização da Copa do Mundo de futebol no Brasil, em 2014. O senador e ex-jogador Romário (PSB-RJ) acusou o cartola de mentir para a Comissão ao comentar transação financeira de R$ 700 mil. Del Nero afirmara ter declarado ao Imposto de Renda um empréstimo recebido de um amigo neste valor.

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"As pessoas podem ser indiciadas, mas com o direito de fazer a sua defesa. E eu vou ter esse direito. Vou provar que há um equívoco muito grande desse indiciamento do governo americano", afirmou Del Nero à Comissão, ressaltando estar afastado temporariamente da presidência da entidade máxima do futebol brasileiro. Segundo ele, a condição será revertida assim que ele comprovar inocência diante do indiciamento proposto pelo departamento de Justiça norte-americano. Del Nero e o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, hoje em prisão domiciliar nos EUA, são acusados de ser parte de esquema de propinas em valores superiores a US$ 200 milhões. O empresário José Hawilla, dono da empresa de marketing esportivo Traffic, já se declarou culpado na mesma investigação.

Questionado sobre a ausência nas viagens da Seleção Brasileira após o início das investigações da Justiça norte-americana, Del Nero se esquivou novamente.

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Ele afirmou que a determinação de não acompanhar jogos fora do país partiu de seus advogados, que enxergam a medida como precaução. Também pediu aos participantes que o responsabilizassem apenas pelos fatos ocorridos na CBF após abril de 2015, data em que assumiu a vaga aberta pela prisão de Marin.

Este foi o último depoimento colhido pela CPI em 2015. A comissão só volta a se reunir em fevereiro de 2016. O encerramento das investigações está previsto para agosto do mesmo ano.  #Corrupção #Congresso Nacional